Questão 2197680

Língua Portuguesa · 2023

Questão

ID 2197680

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: Carlos Drummond de Andrade

Ano: 2023 Banca: COMPEC - Comissão permanente de Concursos - UFAM Órgão: Universidade Federal do Amazonas


Leia o poema “Os poderes infernais”, de Carlos Drummond de Andrade, publicado no livro A Vida passada a limpo (inserido em Poemas, no ano de 1959):

1 O meu amor faísca na medula,

pois que na superfície ele anoitece.

Abre na escuridão sua quermesse.

É todo fome, e eis que repele a gula.

5 Sua escama de fel nunca se anula

e seu rangido nada tem de prece.

Uma aranha invisível é que o tece.

O meu amor, paralisado, pula.

Pulula, ulula. Salve, lobo triste!

10 Quando eu secar, ele estará vivendo,

já não vive de mim, nele é que existe

o que sou, o que sobro, esmigalhado.

O meu amor é tudo que, morrendo,

não morre todo, e fica no ar, parado.

Sobre o poema fazem-se as seguintes afirmativas:

I. O poeta, embora tente disfarçar o amor que sente, não consegue, pois ele está entranhado em seu íntimo.

II. A expressão “lobo triste” (verso 9) está se referindo às pessoas que não conseguem ter a alegria de amar.

III. O verso 4 expressa uma contradição em seu enunciado, mas isso de forma alguma prejudica as ideias contidas no texto.

IV. O vocábulo “quermesse” (verso 3) possui, de acordo com o contexto, o significado de “festa”, acontecimento para acabar com a tristeza expressa em “escuridão”.

V. O poeta compara o amor com um peixe que vive em sua profundidade, como se pode compreender a partir da expressão “escama de fel” (verso 5).

Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas da questão 2197680
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