Questão
ID 2184391Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Inferência Textual
Ano: 2024 Banca: DIRENS AERONÁUTICA - Diretoria de Ensino da Aeronáutica Órgão: Escola Preparatória de Cadetes do Ar
TEXT I

Drawing Number One
“I showed the grown-ups my masterpiece, and I asked
them if my drawing scared them. They answered, ‘Why be
was a picture of a boa constrictor digesting an elephant.
5 Then I drew the inside of the boa constrictor, so the grown-
ups could understand. They always need explanations. My
Drawing Number Two looked like this:

Drawing Number Two
The grown-ups' advised me to put away my drawings
of boa constrictors, outside or inside, and apply myself
10 instead to geography, history, arithmetic, and grammar. That
is why, I abandoned, at the age of six, a magnificent career
as an artist. I had been discouraged by the failure of my
Drawing Number One and of my Drawing Number Two.
Grown-ups never understand anything by themselves, and it
15 is exhausting for children to have to provide explanations
over and over again. So then I had to choose another career,
and I learned to pilot airplanes. I have flown almost
everywhere in the world. And, as a matter of fact, geography
has been a big help to me. I could tell China from Arizona at
20 first glance, which is very useful if you get lost during the
encounters with lots of serious people. I have spent lots of
time with grown-ups. I have seen them at close range...
which hasn’t much improved my opinion of them.”
Source: SAINT-EXUPÉRY, Antoine. The little Prince. New York: Mariner Books, 1943. Translated from French by Richard Howard.
TEXT II
Around the World with Barrier Breaking Women Pilots
Oct 31, 2021
By Dorothy Cochrane and P. Ramirez
5 We know the names of early American women pilots like
Bessie Coleman and Amelia Earhart. However, across the
globe, women pilots were also taking to the skies and
setting records. Travel across with these stories of two such
pilots.
10
Part I
Hélène Dutrieu, Belgium
Hélène Dutrieu of Belgium was known as the "girl hawk" of
15 aviation because she was the most daring and
accomplished woman pilot of her time. She first soloed in
France in 1909 and within a year was setting altitude and
distance records. She thrilled the world in September of
1910 by flying non-stop from Ostend to Bruges, Belgium,
20 and she became the first Belgian woman to receive a pilot
license on November 25, 1910. During her second year as
an aviator she narrowly escaped death twice. She visited
the United States in 1911, making her American debut at
the Nassau Boulevard Aviation meeting. Back in Europe,
25 Dutrieu won France's Coupe Femina for the women's world
nonstop light record on December 31, 1911, flying 158 miles
(254 kilometers) in 178 minutes. In Florence, Italy, she was
the only woman in a field of 15 and outflew all of her male
competitors to win the King's Cup. In 1913 the French
30 government awarded Dutrieu the Legion of Honor for her
achievements. She also became an ambulance driver and
later a director of a military hospital.
Part II
35
Jean Batten, New Zealand
Jean Batten grew up in New Zealand and developed a love
for aviation that overcame her desire to be a concert pianist.
40 Her interest in flying stemmed from the 1919 England to
Australia flight by Ross and Keith Smith, and later solo
flights. Batten's father did not approve of her aviation
enthusiasm but she convinced her mother to move to
England with her and help her become a pilot. She received
45 her license and her commercial rating at the London
Aeroplane Club at Stag Lane and then began planning for a
flight from England to Australia. Her first two attempts failed,
but she succeeded in 1934, flying a Gipsy Moth. Batten
became an instant sensation in Australia, New Zealand, and
50 in England upon her return flight the next year (it was the
first roundtrip by a woman). In 1935, she broke James
Mollison's records for England to Brazil and Dakar to Natal
while becoming the first woman to solo across the South
Atlantic. Then, in 1936, she realized her dream of flying solo
55 from England to New Zealand in a Percival Gull in 11 days
and earned her second consecutive Harmon Trophy, having
shared the first one in 1935 with Amelia Earhart. In 1937,
she set another record for an Australia to England flight.
Unable to obtain a flying job during World War II, Batten
60 gave up flying and eventually became a recluse, living with
her mother in Majorca, Spain, and appearing in public only
for a few anniversary events. In 1937, she published her
autobiography, My Life.
Adapted from: RAMIREZ. Around the World with Barrier Breaking Women Pilots:https://airandspace.si.edu /stories/editorial/around-world-barrier-breaking-womenpilotshttps://airandspace.si.edu/stories/editorial/around-world-barrierbreaking-women-pilots. Accessed on February 20th 2024
TEXT III
The world is changing
Posted on April 4, 2020 by Sandy Millin
The title of this week’s post is inspired by this cartoon from
Michael Leunig which appeared on my Facebook stream this
week:

Adapted from: https://sandymillin.wordpress.com/2020/04/04 /the-world-is-changing/ Accessed on March 06th, 2024
TEXT IV
I Was Here – Daine Warren
I wanna leave my footprints on the sands of time
Know there was something that meant something that I left
behind
When I leave this world, I'll leave no regrets
5 Leave something to remember, so they won't forget
I was here
I lived, I loved
I was here
10 I did, I've done everything that I wanted
And it was more than I thought it would be
I will leave my mark so everyone will know lt
I was here
15 I wanna say I lived each day until I die
And know that I meant something in somebody's life
The hearts that I have touched will be the proof that I leave
That I made a difference, and this world will see
Adapted from: (https://www.letrasdemusicas. fm/beyonce/i-was-here.) Accessed on March 06th, 2024
TEXTO I
O TEXTO I, considerado nesta prova, é composto por DOIS FRAGMENTOS de artigos científicos que apresentam definições importantes sobre os conceitos de identidade, coletividade e identidade coletiva.
Fragmento I
Identidade Nacional e Memória Coletiva: aproximações possíveis
Caroline Gonzaga
Douglas Gasparin Arruda
O linguista José Luiz Fiorin (2009, p. 116-117) retratou
que a identidade nacional é uma criação moderna: ela
começou a ser construída no século XVIII e se desenvolveu
plenamente no século XIX, já que antes dessa época não se
5 pode falar em nações propriamente ditas. Podemos
compreender que uma nação é feita por um legado de
lembranças que é aceito por todos. Sendo assim, a nação é
uma herança, tanto simbólica quanto material e pertencer a
uma nação é ser herdeiro de um patrimônio comum. Dessa
10 forma, a nacionalidade é também uma identidade.
Entretanto, para criar um mundo de nações não bastava
fazer um inventário de heranças, era preciso construí-las.
um passado prestigioso que representasse uma coesão
15 nacional e esta é uma tarefa longa e coletiva. Assim sendo,
a nação nasce de uma invenção e é condensada numa alma
nacional que deve ser elaborada. É necessária uma história
que estabeleça continuidade com ancestrais, que elenque
heróis e modelos de virtude nacionais, que se organize sob
20 uma única língua e que tenha monumentos culturais,
paisagem típica, hino, bandeira, especificidades culinárias,
etc. Tudo isso leva a pensar que a identidade nacional é um
discurso, e, como todo discurso, é constituída
dialogicamente.
(GONZAGA, Caroline; ARRUDA, Douglas Gasparin. Identidade Nacional e
Memória Coletiva: aproximações possíveis. Revista Vernáculo, n° 50 –
segundo semestre/2022. p. 9-33.).
Fragmento II
Autoestima, autoimagem e constituição da identidade:
um estudo com graduandos de psicologia
Helena Serafim Vasconcelos
A Teoria dos Estudos Culturais permite discutir a
formação da identidade a partir de duas perspectivas
distintas e concorrentes: a essencialista e a não
essencialista. A primeira define que existe um conjunto
5 cristalino e autêntico de características que todos aqueles
que pertençam a determinado grupo partilham e que não se
modificam ao longo da história. Já a segunda, foca nas
diferenças e nas semelhanças entre os indivíduos que
componham certo grupo e deste para com outros grupos,
10 pressupõe formas mutáveis de definição do que seja ser
parte deste grupo com o passar do tempo. Nota-se,
portanto, que esta última concebe que o ser humano seja
capaz de assumir diversas posições identitárias tanto ao
longo da própria vida como a partir do contexto social e
15 cultural em que se encontre, afirmando a identidade a partir
de um conceito relacional (WOODWARD, 2014).
[...].
A perspectiva não essencialista, proposta pelos
Estudos Culturais (Woodward, 2014; Hall, 2011)
20 circunscreve o campo teórico desse estudo, permitindo
perceber os conceitos de autoestima a partir da
contextualização deste aspecto subjetivo na história dos
sujeitos. [...].
25 As concepções aqui apresentadas sobre a
autoimagem, também se organizam a partir dessa
perspectiva dinâmica, de múltiplas identidades. Configura-
se como uma organização interna de si mesmo, composta
por dados de realidade e dados subjetivos de
30 autopercepção (MOSQUERA & STOBÄUS, 2006). Assim,
compreende-se a autoestima e a autoimagem como
características da subjetividade humana que apresentam
um papel importante na forma como uma pessoa se
relaciona com outras e consigo mesma, na constituição
35 identitária propriamente dita, que vão, simultaneamente,
organizar-se em torno do conceito de identidade aqui
trabalhado, como apresentado no diagrama da figura a
seguir.

(VASCONCELOS, Helena Serafim. Autoestima, autoimagem e constituição da
identidade: um estudo com graduandos de psicologia. Revista Psicologia,
Diversidade e Saúde. 2017. Agosto; 6(3):195-206). Adaptado.
TEXTO II

(QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes. 2000).
TEXTO III
O cuitelinho*
Cheguei na beira do porto
Onde as ondas se espáia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
5 E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia,
Aí quando eu vim da minha terra
Despedi da parentaia
10 Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei forte bataia, iá
15 A tua saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
Os zóio se enche d'água
20 Que até a vista se atrapaia, iá
*cuitelinho - Regionalismo para beija-flor (cuitelo) beija-flor pequeno.
(VANZOLINI, Paulo; XANDÓ, Antônio. Folclore recolhido. In: BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola, 2004. p. 59).
TEXTO IV
Aquarela do Brasil
João Gilberto
Brasil!
Meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
5 Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de nosso Senhor
Abre a cortina do passado
10 Tira a mãe preta do cerrado
Bota o Rei Congo no congado
Canta de novo o trovador
A merencória* à luz da Lua
Toda canção do seu amor
15 Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado
Esse coqueiro que dá coco Oi!
Onde amarro a minha rede
20 Nas noites claras de luar
Por essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a Lua vem brincar
Esse Brasil lindo e trigueiro
25 É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Brasil!
*merencória – melancólica.
(Ary Barroso. Aquarela do Brasil. Odeon: 1939). Adaptado.
Considerando todos os textos presentes nesta prova, analise as assertivas a seguir.
I - Os textos enfatizam a construção coletiva da identidade nacional.
II - No texto II, não é possível perceber a ideia de coletividade, visto que o posicionamento apresentado é o da própria personagem.
III - Os textos II, III e IV reforçam que a identidade é uma construção pessoal.
IV - A imagem do texto I informa que nossas experiências e vivências individuais são essenciais para a construção da nossa identidade.
Segundo o que se afirma, conclui-se que: