Questão 2129633

Língua Portuguesa · 2022

Questão

ID 2129633

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: Paráfrase

Ano: 2022 Banca: IFSP - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo


Leia os textos a seguir.

Texto 1 – Síntese da obra Quarto de despejo

O livro de Carolina Maria de Jesus narra de modo fiel o cotidiano passado na favela. Em seu texto, vemos como a autora procura sobreviver como catadora de lixo na metrópole de São Paulo, tentando encontrar naquilo que alguns consideram como sobra o que a mantinha viva.

Os relatos foram escritos entre 15 de julho de 1955 e 1 de janeiro de 1960.As entradas no diário são marcadas com dia, mês e ano e narram aspectos da rotina de Carolina. Muitas passagens sublinham, por exemplo, a dificuldade de ser mãe solteira nesse contexto de extrema pobreza. Carolina Maria é mãe de três filhos e dá conta de tudo sozinha. Relata também as brigas dos vizinhos que acabavam em violência contra a mulher, pois do seu barraco era possível ouvir os gritos.

Para conseguir alimentar e criar a família, ela se desdobra trabalhando como catadora de papelão, metal e como lavadeira. Apesar de todo o esforço, muitas vezes sente que não dá conta.

(Texto adaptado do site: https://www. culturagenial.com/quarto-de-despejo-carolina-maria-de-jesus. Acesso em 17 fev. 2022)

Texto 2

Para representar a favela, uma equipe de pesquisadores fez uso de três músicas: “A carne” (Elza Soares); “O lamento da lavadeira” (Monsueto); “Lata d’água na cabeça” (Marlene), usando um trecho de cada uma que pudesse representar a dificuldade na favela. O resultado foi a criação da poesia a partir das músicas.

Lata d’água na cabeça

Lá vai Carolina

Lá vai Carolina

Sobe o morro e não se cansa

pela mão leva a criança

Lá vai Carolina

Sabão, um pedacinho assim

Água, um pinguinho assim

Roupa, um montão assim

Trabalho, um tantão assim

Cansaço é bastante sim

Dinheiro, um tiquinho assim

Mas mesmo assim

Ainda guardo o direito

De algum antepassado da cor

Brigar sutilmente por respeito

De algum antepassado da cor

Brigar, brigar, brigar

Com a lata na cabeça

Lá vai Carolina

Lá vai Carolina

Sobe o morro e não se cansa

pela mão leva a criança

Lá vai Carolina

“Será que quando eu morrer vou morar na

favela?”

(Trecho extraído do texto: PINANGE, Daniella Sotero de Barros et al. “Quarto de despejo”: relato de uma vivência dialogada “Quarto de despejo”: relato de una vivencia dialogada. Pesqui. prát. psicossociais, São João del-Rei, v. 15, n. 2, p. 1-12, jun. 2020. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S1809- -89082020000200004&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 17 fev. 2022).

Considerando o processo de criação do poema, após a leitura do texto 1 – síntese da obra, podemos afirmar que no texto 2:

Alternativas da questão 2129633
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