Questão 212515

Língua Portuguesa · 2025

Questão

ID 212515

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: Norma Culta ou Norma Padrão

Ano: 2025 Banca: Avalia - Instituto Avalia Órgão: Prefeitura Municipal de Uberaba


Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 4.


Pão de queijo: minha confissão


Marilia Neustein


Nossa história de amor é longa. Desde pequena, já era apaixonada por ele. Quando ia para a casa da minha avó, em Minas, e ela me dizia "ele já está te esperando", eu entrava na cozinha e lá estava ele, quentinho, na cesta. Ele, o pão de queijo. Meu amor.

No começo era uma loucura. Não me contentava apenas com um — mas, como em tudo nessa vida, aprendi que mesmo a paixão precisa ter uma dose, um limite. E que ter tudo sempre, em excesso, não é saudável. A verdade é que o pão de queijo nunca me abandonou. Tivemos nossas brigas, nossos momentos separados, mas eu descobri que não vivo sem ele. Se tem uma coisa à qual sou fiel é ao pão de queijo. Morro de saudades dele em viagens. "Cadê meu amor?", penso. Porque, convenhamos, ele é insubstituível.

O que se iguala a um pão de queijo? Nada. Ele é único, perfeito. Em nenhum lugar do mundo existe um quitute parecido. Para um lanche da tarde, há algo melhor do que um pão de queijo? E para a ressaca? Café de trabalho com quem você não tem intimidade, café da manhã com quem você tem muita intimidade... Ele é para todos os momentos. Vai receber as amigas em uma tarde de sábado, com risadas? Pãozinho de queijo. Quer chorar sozinha na Ofner depois de um trânsito horroroso? Pão de queijo. Vai assistir ao jogo do Brasil junto com seu namorado? Fornada pronta e quentinha.

Ele até pode parecer fácil; afinal, está em todos os cantos. Das padocas mais pé sujo, passando pelos cafés de livrarias, chegando nas "boulangeries boutiques" e até... em postos de gasolina. No entanto, vocês sabem. Amores sem contradições não existem. Há pães de queijo e pães de queijo. (...) Às vezes, a gente enjoa dele, se irrita. Alguns são muito gordurosos, massudos. Outros não têm a dose certinha de polvilho. Não é algo fácil de fazer. Mas não adianta. É amor. E eu não consigo viver sem ele. Por isso, encerro esta crônica com um cartaz que vi uma vez, numa cidadezinha mineira. Confesso que fiquei com ciúme, mas entendi perfeitamente o que ele quis dizer:

“Temos pão de quejo

Tão bão, mas tão bão

Que dá até dó de vendê”


Disponível em: https://www.estadao.com.br/emais/sem-retoques/paode-queijo-minha-confissao/.

“Há pães de queijo e pães de queijo.”

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, a forma verbal destacada no enunciado, sem alteração do seu significado básico original, pode ser substituída adequadamente por

Alternativas da questão 212515
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