Questão
ID 2085428Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Regras Especiais
Ano: 2024 Banca: FUNDATEC - Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências Órgão: Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
Racismo é um problema, sim!
Por Carlos Padeiro
- Uma banana aparece no meio de um campo de futebol. Em outro, torcedores imitam
- macacos na arquibancada. Racismo e xenofobia estão presentes no futebol, principalmente para
- jogadores estrangeiros defendendo clubes europeus. E não há uma ação efetiva por parte das
- autoridades para eliminar esse ______.
- Marcel Diego Tonini, pesquisador de história da Universidade de São Paulo (USP), dedicou
- quase dez anos para estudar a discriminação no futebol. Ele coletou histórias como a ocorrida
- no Campeonato Sul-Americano de 1920 – torneio que hoje equivale .... Copa América –, em que
- a seleção brasileira viajou ao Chile sem jogadores negros. Após o torneio, a delegação fez escala
- em Buenos Aires para um amistoso _______ contra a Argentina. Foi quando o jornal local
- “Crítica” publicou uma crônica intitulada “Monos em Buenos Aires: um saludo a los ‘ilustres
- huespedes’” (Macacos em Buenos Aires: uma saudação aos ilustres hóspedes, em tradução livre)
- O jornal usa o termo “macaquitos”, um hibridismo de macaqu- (de macaquinho, em
- português) e -ito (de monito, em espanhol). Acompanha o texto uma caricatura com macacos
- vestindo o uniforme da seleção brasileira. A delegação nacional foi .... redação do jornal para
- interpelar os responsáveis, e sete jogadores se recusaram a entrar em campo.
- Para o historiador Marcel Diego Tonini, “ao animalizar, desumanizar e reduzir os
- brasileiros a um _______, a caricatura não só reflete o racismo de quem a desenhou e de quem
- a usou como ilustração do texto, mas também encoraja o comportamento racista de outros.
- Feito em 1920, esse desenho introduziu um estigma acerca dos brasileiros, enquanto
- "macaquitos", que foi reproduzido ao longo do tempo no universo do futebol e fora dele.
- Nas histórias de dezesseis brasileiros negros que atuaram na Europa, o pesquisador
- Marcel Tonini ouviu uma série de reações contra o racismo. Alguns usaram a dedicação total ao
- trabalho para obter o reconhecimento europeu pelo suor. Outro grupo resistiu com dribles, gols
- e títulos e se “impôs pelo talento”, como diz Paulo Cézar Caju. Teve gente até usando ironia e
- ridicularizando o ato racista – Gilberto Silva, por exemplo, encarava os torcedores
- preconceituosos e mostrava a língua, ria e beijava a pele. Era a demonstração do orgulho de ser
- negro.
- Falta, porém, uma união entre futebolistas negros em geral, não apenas brasileiros, para
- aprofundar .... discussão, traçar objetivos coletivos e conclamar a opinião pública e as
- instituições competentes na luta antirracista, a fim de propor e exigir novas medidas e maneiras
- de enfrentamento.
- “O futebol pode ocupar um papel social importante na tentativa de dar um basta no
- racismo e ensinar novos valores. É preciso pensar de que maneira os jogadores podem contribuir
- diante desse problema. Eles têm visibilidade, têm espaço para atuar coletivamente. A partir do
- momento em que eles tomarem uma posição, podem transformar a sociedade, porque são
- exemplos para muita gente”, diz o historiador da USP.
(Disponível em: www.uol/esporte/especiais/racismo-e-xenofobia-no-futebol.htm#racismo-e-um-problema-sim – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica quantas outras alterações seriam obrigatoriamente necessárias caso substituíssemos a palavra “jogadores” por sua forma singular no trecho a seguir: “É preciso pensar de que maneira os jogadores podem contribuir diante desse problema. Eles têm visibilidade, têm espaço para atuar coletivamente”.