Questão
ID 1940767Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Uso de Sinônimos
Ano: 2013 Banca: FUNDATEC - Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências Órgão: Prefeitura Municipal de Uruguaiana
Instrução: As questões de números 14 a 20 referem-se ao texto abaixo.
Rir, um ótimo remédio
- Rir é um dos mais prazerosos comportamentos humanos, mas, até a Idade Média, ______ sérias
- dúvidas a respeito de suas eventuais qualidades positivas. Embora o filósofo grego Aristóteles
- reconhecesse que o riso é saudável – desde que originário de uma situação que não envergonhe outra
- pessoa –, seu antecessor Platão considerava que ele distanciava o ser humano da verdadeira sabedoria. A
- Igreja cristã medieval renegava o riso, alegando, tão somente, que Jesus não teria rido em sua vida terrena
- – pelo menos segundo os evangelhos.
- O tempo, contudo, foi diluindo essas resistências, e nas últimas décadas o riso começou a ganhar
- importância em termos de saúde. Hoje em dia ele é considerado benéfico em mais de 20 condições
- diferentes. Entre essas, é conhecida a história do professor e jornalista norte-americano Norman Cousins,
- que __________ graves complicações cardíacas seguindo à risca um programa no qual um dos itens
- fundamentais era assistir a comédias dos Irmãos Marx.
- Havia, porém, uma dúvida científica complexa: como separar o ato de rir de uma sensação geral de
- bem-estar na qual o riso estaria envolvido? O cientista inglês Robin Dunbar conseguiu esse feito
- recentemente e comprovou que o ato físico de rir faz mesmo muito bem à saúde.
- O riso – a resposta psicofisiológica ao humor ou a outros estímulos – exige bastante do corpo. Ele
- abrange contrações do diafragma, sons vocais repetitivos produzidos pelas câmaras de ressonância da
- faringe, boca e cavidades nasais, o movimento de aproximadamente 50 músculos (sobretudo ao redor da
- boca) e, em certos casos, até lágrimas.
- “O riso é, na verdade, uma coisa muito estranha, e é por isso que me interessei por ele”, diz
- Dunbar. Psicólogo evolucionário da Universidade de Oxford, ele se interessa sobretudo pelo riso social –
- não a gargalhada sinistra de um vilão de ficção ou o “riso polido” induzido por uma situação em que outros
- riem sem saber por que, mas aquela risada descontraída e contagiante como as deflagradas por comédias
- clássicas.
- Durban comandou uma equipe de pesquisadores em seis experimentos, cinco em laboratório e um
- em campo, nos quais era testada em voluntários a resistência à dor antes e depois de acessos de riso
- social.
- A dor era provocada de três formas diferentes: passando-se uma garrafa de vinho congelada no
- antebraço da pessoa, apertando-lhe muito o braço com um aparelho medidor de pressão arterial ou
- submetendo-a a extenuantes exercícios de esqui, até chegar a um ponto em que ela afirmava ser seu limite.
- Depois os voluntários passavam por testes e, em seguida, assistiam a trechos de comédias (como Os
- Simpsons e Friends), programas de conteúdo neutro (como um documentário sobre treinamento de animais
- e um especial sobre golfe) e outros de conteúdo positivo, mas incapazes de provocar risos (como filmes
- sobre a natureza).
- No experimento de campo, os voluntários foram levados a ver apresentações de stand-up comedy.
- Após essa etapa, os participantes eram novamente submetidos a testes. Em todos esses casos, foram
- feitos vídeos que documentaram quanto tempo os participantes passaram rindo.
- Publicados na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, os resultados
- comprovaram que rir aumenta a resistência à dor. De acordo com Dunbar, o esforço muscular que ocorre
- no ato de rir causa um aumento na concentração de endorfinas, neurotransmissores que deflagram um
- efeito de bem-estar na pessoa.
- Para o psicólogo inglês, o riso social se coloca, dessa forma, ao lado de outras atividades
- favorecidas pela evolução, como a dança e o canto.
- Todas elas ajudam a aproximar grupos, produzem endorfinas prazerosas e ___ na parte física um
- componente importante.
- “O riso é um mecanismo primitivo para unir grupos sociais”, explica Dunbar. Ele também está
- presente entre os primatas e, tal como os cuidados individuais, as carícias e a retirada de piolhos, ajuda
- esses animais a estabelecer e manter laços grupais. A pesquisa do cientista reforça ainda mais a ideia de
- que rir é um fator de grande importância na recuperação e na manutenção da saúde.
- “A terapia do riso deveria ter seu lugar como uma medicina complementar na prevenção e no
- tratamento de doenças”, confirma o médico espanhol Ramón Mora-Ripoll em um artigo recente na revista
- Alternative Therapies in Health and Medicine. “Acrescente o riso ao seu trabalho e à sua vida diária, lembre-
- se de rir regularmente, partilhe suas risadas e ajude outros a rir também.”
(FONTE: http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/472/artigo244952-1.htm – Texto Adaptado)
Na frase aquela risada descontraída e contagiante como as deflagradas por comédias clássicas. (linhas 22 e 23), a expressão deflagradas, sem causar incorreção à frase, poderia ser substituída por