Questão
ID 1938863Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Ironia
Ano: 2017 Banca: UFU - Universidade Federal de Uberlândia Órgão: Universidade Federal de Uberlândia
LEIA O TEXTO A SEGUIR E RESPONDA ÀS QUESTÕES DE 01 A 05.
O PIB “mede tudo”, brincou Bobby Kennedy, irmão do presidente norte-americano John F.
Kennedy, “exceto aquilo que faz a vida valer a pena”. Para melhores padrões de vida, o Índice
de Desenvolvimento Humano (IDH) classifica os países segundo a expectativa de vida,
educação e renda por pessoa. O mais recente relatório, divulgado nesta quinta-feira, 24, coloca
5 a Noruega no topo do ranking (como tem sido desde 2000). Os Estados Unidos aparecem em
quinto. No outro extremo, Níger, Congo e República Central da África ocupam as últimas
colocações.
E como isso se traduz em bem-estar no dia a dia? Um gráfico da revista Economist comparou
os resultados do recente ranking de IDH com os relatos sobre a felicidade, elaborados pela
10 Gallup, uma empresa de pesquisas. O grupo questionou se as pessoas se sentem felizes
quando “sorriem muito, se sentem bem descansadas ou quando são tratadas com respeito”.
Segundo estas perspectivas, o Paraguai tem sido o lugar mais feliz na Terra, nos últimos três
anos. Já a Síria, afundada na guerra civil, é o mais triste.
Surpreendentemente, há pouca correlação entre as duas medidas – felicidade e
15 desenvolvimento humano. A Lituânia tem uma pontuação de felicidade de 53%. Pelo seu nível
de desenvolvimento, poder-se-ia esperar o índice de felicidade mais próximo dos
70%. Enquanto isso, Mali e Ruanda são muito mais felizes do que os seus padrões de vida
podem sugerir.
Mais interessante ainda, o desenvolvimento é geralmente agrupado por região. Mas, em
20 termos de felicidade, a comparação entre sombrio para alegre ocorre dentro da mesma faixa
de renda. É quando os estereótipos regionais são revelados. A população da Europa Oriental e
da Ásia Central é mais sisuda, apesar de ambas possuírem padrões de vida razoáveis,
enquanto o povo da América Latina, ao mesmo nível de desenvolvimento, tende a ser mais
alegre (cerca de 20 pontos percentuais para mais).
25 O Brasil, que ocupa a 79ª posição (0,74) no ranking dos 187 países, apresenta uma taxa de
“emoções positivas” (felicidade) de 74%.
(Disponível em http://opiniaoenoticia.com.br/brasil. Acesso em fev. 2017).
A passagem do texto “O PIB ‘mede tudo’, brincou Bobby Kennedy, irmão do presidente norte-americano John F. Kennedy, ‘exceto aquilo que faz a vida valer a pena’” (linhas 1-2) revela