Questão 1926418

Língua Portuguesa · 2009

Questão

ID 1926418

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: Regras Gerais

Ano: 2009 Banca: CESPE CEBRASPE - Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB Órgão: Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do DF


Clichês: a palavra como objeto

1 Um caso de amor e ódio. A maioria dos estudiosos

evita os clichês como o diabo foge da cruz, mas as frases

feitas dão o tom do uso da língua. Apesar de serem

4 verdadeiras pedras no sapato dos linguistas, chavões são uma

faca de dois gumes para quem trabalha com a linguagem.

O parágrafo anterior, repleto de clichês, exemplifica

7 a dualidade mantida pelos chavões na linguagem: são

exemplos de banalidade e barreiras para a originalidade, ao

mesmo tempo em que representam uma maneira fácil de se

10 fazer entender e de assegurar a legibilidade dos enunciados.

Clichês são expressões tão utilizadas e repetidas que

se desgastaram e se afastaram de seu significado original.

13 Essa espécie de “preguiça linguística”, que poupa esforços,

inibe a reflexão e multiplica a passividade entre interlocutor

e receptor, permeia todos os níveis da linguagem.

16 Ao se usarem clichês como muletas do discurso, o

texto certamente flui com facilidade — mas a linguagem

empobrece.

Tatiana Napoli. In: Revista Língua Portuguesa, edição 17. São Paulo: Escala Educacional, 2009, p. 49 (com adaptações).

Considerando os aspectos gramaticais, as estruturas linguísticas, as ideias e os sentidos do texto acima, julgue os itens seguintes.



No segundo período do texto, a forma verbal “evita” (l.2), empregada no singular, poderia ser substituída pela forma flexionada no plural, evitam, caso em que concordaria com “estudiosos” (l.1), sem que houvesse prejuízo gramatical para o período.

Alternativas da questão 1926418
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