Questão 187206

Língua Portuguesa · 2016

Questão

ID 187206

Disciplina: Língua Portuguesa

Assuntos: Emprego dos Elementos de Repetição, Paráfrase

Ano: 2016 Banca: CEFETBAHIA - Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico da Bahia Órgão: Serviço Social do Comércio - Bahia


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Texto 2

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Arqueologia Machadiana do Rio de Janeiro

\(\quad\)

\(\quad\) Toda grande cidade tem seu cronista por excelência, aquele que melhor a define e caracteriza,

\(\quad\) de forma explícita ou não. Londres, por exemplo, teve em Charles Dickens seu mais perfeito

\(\quad\) tradutor, o homem que soube da maneira mais incisiva desvendar cada mistério de suas ruas e

\(\quad\) bairros. O mesmo pode ser creditado a Kafka com Praga, Fernando Pessoa com Lisboa e

05 Joyce com Dublin. Esses autores não descreveram uma cidade idealizada ou maquiada, mas

\(\quad\) sim as mostravam como de fato eram, ao mesmo tempo belas e ásperas, quase que um

\(\quad\) personagem a mais em suas obras. Essa persona de concreto e asfalto, o pano de fundo de

\(\quad\) uma ou de várias obras que vai aos poucos ficando cada vez mais denso até se inserir

\(\quad\) substantivamente em um romance, pode também ser o Rio de Janeiro que Machado de Assis

10 tão bem conheceu. É nas obras do criador de Brás Cubas que um Rio fin-de-siècle melhor se

\(\quad\) descortina e é melhor caracterizado. Poucos usaram e abusaram da Cidade Maravilhosa como

\(\quad\) Machado, fazendo seus personagens se inserirem de tal forma à paisagem que cada um de

\(\quad\) seus livros bem poderia servir de um guia para um Rio que, para muitos, infelizmente não

\(\quad\) existe mais. Mas se essa cidade ficou no passado, o guia para ela pode ser encontrado na

15 forma de Rio de Assis (Editora Casa da Palavra), uma interessante viagem até a grande

\(\quad\) metrópole brasileira do século XIX concebida pela designer Aline Carrer e um dos mais belos

\(\quad\) lançamentos do ano passado.

\(\quad\) [...]

\(\quad\)

ROLLEMBERG, Marcello. Arqueologia machadiana do Rio de Janeiro. Revista Cult. São Paulo: Editora Bregantini, ago. 2000, p. 21- 23.

Na frase “Mas se essa cidade ficou no passado [...]” (linha 14), o elemento coesivo sublinhado

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