Questão
ID 1867947Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Possibilidades de Paralelismo
Ano: 2017 Banca: UFG - Universidade Federal do Goiás Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás
Leia o poema a seguir, para responder às questões de 11 a 16.
NÃO HÁ VAGAS
O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
̶ porque o poema, senhores,
..está fechado:
"não há vagas"
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira
FERREIRA GULLAR. Não há vagas. Antologia Poética. Disponível em:<http://www.citador.pt/poemas/nao-ha-vagas-ferreira-gullar>. Acesso em: 17 ago. 2017.
Nos versos “o operário/ que esmerila seu dia de aço/ e carvão/ nas oficinas escuras”, o sentido construído por meio do emprego do conectivo destacado é semelhante ao obtido no seguinte trecho: