Questão
ID 1820779Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Regras Gerais
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC - Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências Órgão: Prefeitura Municipal de São Borja
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A gripe ri da cara do álcool-gel
Limpar as mãos demora 4 minutos para fazer efeito contra o influenza – uma eternidade, do ponto de vista do vírus. E a culpa é toda do seu catarro.
- O álcool-gel tem a capacidade incrível de fazer você se sentir imediatamente mais limpo,
- só de esfregar a substância na mão e sentir o conhecido geladinho.
- Mas, se você se sente mais seguro e protegido de micróbios quando limpa as mãos com
- álcool em gel… Estamos aqui para acabar com a sua ilusão. Álcool-gel não vai te impedir de
- ficar doente – pelo menos quando o assunto é gripe.
- Os primeiros estudos da eficácia do gel contra o vírus Influenza até davam motivo para
- um certo otimismo. Eles concluíram que, quando existia vírus influenza nas mãos das pessoas,
- e elas usavam o álcool gel, o bicho morria em 30 segundos.
- Ou seja: se depois de um aperto de mão suspeito com alguém gripado, ela usasse o
- de_infetante cheirosinho, que dá para carregar na mochila, dificilmente transmitiria o vírus das
- mãos para as vias aéreas (como boca e nariz). Sem esse acesso pr_vilegiado ao interior do
- nosso corpo, o risco de gripe cairia bastante.
- O problema é que, nesse tipo de pesquisa, você sempre precisa aplicar uma amostra de
- vírus na mão do participante, certo? Só aí dá para saber que o vírus morreu. A questão é que
- os autores dos primeiros estudos colocavam algumas gotinhas de solução salina (água com
- sal, basicamente) contendo vírus, nas mãos de participantes com as mãos secas.
- Não é assim que acontece a transmissão de vírus de uma mão para a outra na vida real.
- Daí, um e_perimento da Universidade de Medicina de Quioto decidiu simular um cenário mais
- verossímil.
- A ideia é que, numa situação realista, o vírus chega na mão do gripado quando ele tosse,
- esfrega ou coça o nariz. Nesse caso, o vírus vem envolto em pequenas quantidades de catarro,
- e é nesse ambiente “grudento” que ele sai passeando de mão em mão.
- Pois bem: os cientistas perceberam que os vírus “encapsulados” em catarro não morriam
- tão rápido quando entravam em contato com o álcool. Demoravam muito mais tempo: de 30
- segundos, o tempo passou a 4 minutos inteiros.
- A explicação é óbvia: o muco acaba protegendo o influenza por um intervalo maior, o
- que atrapalha bastante a eficácia de esterilizantes de mão comuns. Quatro minutos não parece
- grande coisa – mas, em uma epidemia de gripe, é mais que suficiente para você contagiar
- meia dúzia de outras mãos, ou encostar em um porção de lugares, deixando para trás um belo
- grupinho de vírus preparado para encontrar sua próxima vítima.
Fonte: https://super.abril.com.br/saude/a-gripe-ri-da-cara-do-alcool-gel/ – texto adaptado.
Para responder às questões 11 e 12, considere a seguinte frase retirada do texto:
“Nesse caso, o vírus vem envolto em pequenas quantidades de catarro, e é nesse ambiente “grudento” que ele sai passeando de mão em mão”.
Na frase, em relação ao termo sublinhado, se estivéssemos falando de mais de um vírus, quantas outras alterações seriam necessárias para manter a correção do período?