Questão 1720138

Língua Portuguesa · 2022

Questão

ID 1720138

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: Orações Subordinadas Adjetivas Restritivas

Ano: 2022 Banca: UFES - Universidade Federal do Espírito Santo Órgão: Universidade Federal do Espírito Santo


Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 5.

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NOVAS BULAS

Na linguagem popular, a expressão “como bula de remédio” já se tornou sinônima

de texto difícil de ler, seja pelas letras pequenas seja pela linguagem obscura. É

especialmente cruel o fato de que as letras mínimas causam especial embaraço

às pessoas de maior idade, justamente as que mais tendem a precisar de

medicamentos.

É, portanto, mais do que bem-vinda a iniciativa da Anvisa (Agência Nacional de

Vigilância Sanitária) de modificar as regras para a confecção de bulas, visando a

facilitar a vida do consumidor. A oportunidade do empreendimento não o torna,

porém, mais simples ou mesmo factível.

Dentro em breve, a pessoa que comprar um medicamento na farmácia receberá

apenas a bula que contém explicações destinadas ao paciente. As informações

técnicas – dirigidas aos médicos – constarão de um bulário on-line da Anvisa e de

fármacos utilizados em hospitais, além, é claro, dos diversos dicionários de

remédios já no mercado. Atualmente, as bulas trazem tanto informações ao

paciente como as destinadas aos profissionais de saúde.

Com as novas regras, será possível aproveitar melhor o espaço para aumentar o

tamanho da letra. A separação dos textos também evitará a duplicação de

informações, que freqüentemente gera dúvidas.

A principal dificuldade é encontrar a linguagem ideal para a bula ao paciente.

Tomam remédios e deveriam ser capazes de entender suas instruções desde o

semi-analfabeto até pessoas com formação superior.

Se, para os segundos, um termo como “crise epilética” não oferece maiores

problemas de compreensão, ele pode ser impenetrável para o público com menor

formação. E como substitui-lo sem sacrificar em demasia a precisão técnica?

Não há resposta pronta. Sabe-se apenas que ela passa pelo bom senso.

Infelizmente, como certa vez proclamou um sábio, o bom senso não foi muito bem

repartido entre todos os seres humanos.

Fonte: Folha de S. Paulo, 25 mar. 2004, p. 2.

(Disponível em: <http://acervo.folha.com.br/leitor.do?numero=16026&anchor=5185592&origem=busca&originURL= &pd=08f4021dec82e53391bc8830585429a9>. Acesso em 10 fev. 2022)



Considerando o uso do termo “que” (linhas 11; 12; 19; 26), analise as afirmativas a seguir:

I. Em “[...] a pessoa que comprar um medicamento na farmácia receberá apenas a bula que contém explicações [...].” (linhas 11-12), o termo “que” introduz uma restrição aos seus referentes.

II. Em “Sabe-se apenas que ela passa pelo bom senso.” (linha 26), o termo “que” introduz uma estrutura complexa com a função de explicar o sentido relacionado à expressão “sabe-se”.

III. Em “A separação dos textos também evitará a duplicação de informações, que freqüentemente gera dúvidas.” (linhas 18-19), o termo “que” introduz uma explicação sobre o termo antecedente.

IV. Em “[...] a pessoa que comprar um medicamento na farmácia receberá apenas a bula que contém explicações [...].” (linhas 11-12), o termo “que” introduz uma estrutura para completar o sentido dos respectivos referentes.

V. Em “Sabe-se apenas que ela passa pelo bom senso.” (linha 26), o termo “que” promove a integração de uma estrutura complexa com a função de completar o sentido da expressão “sabe-se”.

VI. Em “[...] a pessoa que comprar um medicamento na farmácia receberá apenas a bula que contém explicações [...].” (linhas 11-12), o termo “que” estabelece a coesão ao explicar seus termos antecedentes.

VII. Em “A separação dos textos também evitará a duplicação de informações, que freqüentemente gera dúvidas.” (linhas 18-19), o termo “que” incorpora ao termo antecedente uma restrição.

É CORRETO o que se afirma em

Alternativas da questão 1720138
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