Questão
ID 1714802Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: À Medida Que/Na Medida em Que
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC - Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências Órgão: Prefeitura Municipal de Novo Horizonte
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Indústria de brinquedos insiste em separar meninos e meninas
- “Oi, você poderia me dar indicações de brinquedos para meninas?”, diz uma mãe, num
- diálogo hipotético com a atendente de uma grande loja de brinquedos. Do outro lado do balcão, a
- atendente não hesita em apontar: “a Baby tem saído bastante”. A mãe: “e para meninos?”;
- outra resposta rápida: “temos Lego, dinossauros e super-heróis”.
- Enquanto as garotas cuidam de mais uma boneca bebê, os garotos brincam com as
- montagens criativas e os universos fantásticos dos personagens de desenhos. A separação de
- gênero dos brinquedos parece não acompanhar discussões de força na sociedade, que buscam a
- equidade como parâmetro para o futuro. “A segmentação de produto é uma estratégia
- comercial”, diz Lívia C., advogada do programa Criança e Consumo, do Instituto Alana,
- organização que luta pelo desenvolvimento infantil e direitos das crianças. “Nas lojas, até as
- cores do Lego são diferentes. Se uma família tem um casal de filhos, compra dois produtos”,
- complementa.
- O brinquedo, no entanto, não é uma criação exclusiva da lógica de compra e venda do
- mercado, já que diz também sobre uma característica primordial da infância: a criatividade. “Eles
- são objetos culturais muito antigos, e se tornaram uma representação social do campo do
- imaginário”, diz Raquel F., coordenadora pedagógica do Instituto Alana. Se os lares reproduzirem
- padrões de gênero, os brinquedos também irão fazê-lo. Para a criança, não importa o que diz a
- embalagem e suas especificações. O problema só existe quando esse objeto determina
- papéis sociais que limitam o aprendizado.
- “É por meio da brincadeira que a criança interage com outros e vivencia situações de casa”,
- diz Andrea L., que coordena o projeto Toda Criança Pode Aprender. Ela lembra de uma cena
- curiosa: “Vi um grupo de crianças brincando com bonecas e roupinhas. Um menino chegou para
- brincar com um super-herói e começou a dar banho e mamadeira para ele”. Para a criança, o
- que dita as regras é a curiosidade, isto é, o ato de descobrir.
- Segundo Raquel F., o alto poder imaginativo e criativo das crianças _______ os elementos
- culturais impostos a ela, simplesmente porque a brincadeira vale mais a pena. Trocar brinquedos
- ou remontá-los são ações possíveis que só dependem da imaginação. “Elas têm a capacidade de
- ressignificar os papéis que a indústria e a sociedade _______”, diz. Os pais podem apostar mais
- em resgatar atividades construtivas para combater a imposição de gênero e demais costumes
- predatórios, como o consumismo, sobre as crianças. “Temos que _______ a chance de
- construírem seus próprios brinquedos, de brincarem ao ar livre e interagirem”, cita Raquel.
- Já existe uma legislação protetiva quando se trata da exposição infantil ........ publicidade,
- com atributos adicionais como o Marco Legal da Primeira Infância, que determina ........ não
- exposição delas ........... comunicação mercadológica. Para os pais e a sociedade, o momento é
- de pressionar para alinhar o que está nas prateleiras ......... expectativas dos novos tempos. Já
- surtiu efeito: “Vemos mais bonecas negras, mais bonecos bebês meninos”, diz Livia C.. No fim
- desse processo, as crianças só querem mais um motivo para brincar.
Fonte: https://www.cartacapital.com.br/diversidade/como-nao-cair-na-cilada-de-princesas-e-herois-dos-brinquedos-infantis/Texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 32, 33, 34 e 35.