Questão
ID 1677548Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Reorganização e Reescrita de Orações e Períodos
Ano: 2016 Banca: FAURGS - Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Órgão: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Instrução: As questões As questões 01 a 05 referem-se ao texto abaixo.
O centauro no jardim
- Quando fiz vinte e um anos meu pai me perguntou
- o que eu queria de aniversário. Eu estava então interessado
- em astronomia; pedi um telescópio. Contava fazer
- algumas observações de planetas e estrelas.
- Veio o telescópio, um belo instrumento, com boas
- lentes. Li o manual de instruções e passei imediatamente
- a explorar os céus. ____ noite eu ia de Vênus para
- Saturno, estudava as constelações (a do Centauro por
- razões óbvias) – meio decepcionado, porque não via
- nada de muito sensacional. (O que esperava ver?
- Abraão e seu seio? O cavalo alado?) De dia, o telescópio
- oculto pelas cortinas do quarto, espiava os morros
- das redondezas. Foi assim que avistei ____ moça da
- mansão colonial.
- A mansão, muito bonita, ficava ____ uns dois quilômetros
- de nossa casa, mas eu podia observá-la bem.
- De início, me surpreendeu a quantidade de empregadas,
- todas de touca e avental brancos. Depois de alguns
- dias notei a presença da moça de cabelos cor de cobre.
- Vinha todas as manhãs ao terraço. Tirava seu roupão
- e ficava deitada – nua, completamente nua – tomando
- banho de sol. Da mesa ____ seu lado, pegava um binóculo
- e ficava examinando os arredores – aliás, desertos
- – da casa. Ela olhava pelo binóculo, eu a espreitava
- pelo telescópio. O rosto eu não via bem, mas imaginava
- um narizinho delicado, uns lábios cheios, dentes perfeitos.
- Os olhos, sim. Os olhos eu via bem, pelas lentes
- do telescópio – e do binóculo. Me deslumbravam. O
- olho direito, luminosamente azul. O esquerdo, ainda
- mais azul. O coração me batia forte. A pata escarvava
- o chão, mais nervosa que nunca. Em nenhum livro, e
- eu tinha livros com belas ilustrações, em nenhuma
- revista, eu vira uma moça tão bonita. Me fascinava, ela.
- Não podia parar de olhá-la.
- Será que me via, de seu terraço? Será que me
- divisava o rosto, por trás das cortinas? Teria gostado
- de me ver? Eu corria ao espelho. Não, não era feio.
- Belos cabelos revoltos, belos olhos, nariz reto, boca
- bem traçada. Algumas espinhas na testa, só. Eu era
- mesmo um adolescente bonito. Até a cintura, naturalmente.
- Daí para baixo – centauro, centauro, irremediavelmente
- centauro.
Adaptado de SCLIAR, Moacyr. O centauro no jardim. 9ª edição.
Porto Alegre: L&PM, 2001. Páginas 60-61.
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmações a seguir.
( ) A frase Eu estava então interessado em astronomia; pedi um telescópio (l. 02-03) poderia ser reescrita como Eu estava interessado em astronomia; então pedi um telescópio sem que seu sentido fosse significativamente alterado.
( ) A frase Li o manual de instruções e passei imediatamente a explorar os céus (l. 06-07) poderia ser reescrita como Li o manual de instruções imediatamente e passei a explorar os céus sem que seu sentido fosse significativamente alterado.
( ) A frase Depois de alguns dias notei a presença da moça de cabelos cor de cobre (l. 18-19) poderia ser reescrita como Notei a presença da moça de cabelos cor de cobre depois de alguns dias sem que seu sentido fosse significativamente alterado.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é