Questão
ID 1628459Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Relação de Causa e Consequência
Ano: 2009 Banca: CESPE CEBRASPE - Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB Órgão: Banco da Amazônia
Texto para os itens de 1 a 8
1 A discussão acerca da influência do pensamento
econômico na teoria moderna é aparentemente uma discussão
metateórica, ou seja, de caráter metodológico. Mas, na ciência
4 econômica, como de resto nas ciências sociais em geral, não
há consenso sobre a forma de evolução dos paradigmas.
Contrariamente ao que, em regra, acontece no mundo das
7 ciências naturais, há aqui dúvidas a respeito de se o
conhecimento mais recente é necessariamente o melhor, o mais
verdadeiro, ou seja, aquele que incorporou produtivamente os
10 desenvolvimentos teóricos até então existentes, tendo deixado
de lado aqueles que não se mostraram adequados a seu objeto.
O economista Pérsio Arida tratou desse problema em
13 um texto que se tornou clássico muito antes de ser publicado.
Afirma ali que o aprendizado da teoria econômica tem sido
efetuado de acordo com dois modelos distintos: o que ele
16 chama de hard science, que ignora a história do pensamento e
segundo o qual o estudante deve familiarizar-se de imediato
com o estágio atual da teoria, e o que ele chama de soft science,
19 que considera que o estudante deve conhecer bem, e, se
possível, dominar, os clássicos do passado, mesmo que em
prejuízo de sua familiaridade com os desenvolvimentos mais
22 recentes. Acrescenta a esse enquadramento que, por trás do
modelo hard science, está a ideia de uma “fronteira do
conhecimento”: o estudante não precisaria perder tempo com
25 antigos pensadores, porque todas as suas eventuais
contribuições já estariam incorporadas ao estado atual da
teoria. De outro lado, subjacente à visão do modelo soft
28 science, estaria a ideia de que o conhecimento está disperso
historicamente, ensejando a necessidade de os estudantes se
dedicarem a esses pensadores.
Leda Maria Paulani. Internet: <www.fipe.org.br> (com adaptações).
A autora defende que, na economia e nas ciências sociais em geral, não há consenso sobre a verdadeira qualidade da informação teórica incorporada ao conhecimento recente na área. Tal afirmação pode ser inferida da leitura do primeiro parágrafo. Cada um dos itens de 5 a 8 apresenta uma proposta de reescrita dessa asserção, devendo ser julgado certo se mantiver, com correção gramatical, o sentido dessa assertiva, ou errado, em caso contrário.
Não existem, segundo a autora, uniformidade de opiniões, nas ciências sociais, às quais se englobariam a ciência econômica, quanto à verdadeira qualidade da informação teórica incorporada ao conhecimento recente na área.