Questão 1616930

Língua Portuguesa · 2019

Questão

ID 1616930

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: Sujeito Indeterminado

Ano: 2019 Banca: UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Órgão: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro


Leia o texto I e responda às questões 1 a 2.

TEXTO I

A noção de panoptismo, discutida por Foucault há 40 anos, “permite compreender muitas das
situações que vivemos atualmente em nossas sociedades, nas quais, sob o pretexto da segurança global,
intensificaram-se as medidas de vigilância e controle que se aplicam sem exceção a toda a população e
que, às vezes, implicam um corte preocupante das liberdades civis”, diz a filósofa Olaya Fernández
5 Guerrero à IHU On-Line [...].

Segundo Olaya, as novas tecnologias da informação e comunicação têm reforçado “essa
visibilidade constante e permanente que tem muito de panóptico”. Nas sociedades atuais, pontua, é
possível identificar duas modalidades de panoptismo. A primeira é baseada na vigilância à qual todos
os cidadãos estão submetidos pelo poder político. A segunda, explica, é mais “sutil” e aceita pelas
10 pessoas, e “se explicita na pulsão de estar constantemente conectados às redes sociais, compartilhando
fotos e informações sobre o que estamos fazendo em cada momento. Este tipo de panoptismo acaba
sendo muito poderoso e às vezes acaba gerando nos indivíduos um comportamento viciante e uma
dependência das redes sociais que é preocupante, particularmente entre a população mais jovem;
por essa razão, é urgente desenvolver uma visão crítica em relação à ideia desse outro panoptismo que
15 está invadindo as nossas vidas” [...].

Atualmente, encontramos muitos elementos que estão estreitamente vinculados ao olhar
vigilante e hierárquico, o que é uma das principais características do panoptismo. A instalação de
câmeras de segurança em espaços públicos, o controle das comunicações através da internet ou a moda
de fazer ‘selfies’ e compartilhar essas fotografias nas redes sociais são alguns exemplos que ilustram
20 esse panoptismo contemporâneo.

[...]

Para começar a propor opções de resistência, a primeira coisa a se fazer é identificar quais são
os dispositivos de controle e vigilância aos quais estamos submetidos, e a partir daí desenvolver uma
perspectiva crítica e refletir sobre as maneiras mais efetivas para contornar aqueles modos de controle e
25 vigilância que nos pareçam mais negativos. [...] O mais adequado é realizar práticas de resistência de
caráter concreto e contextualizado, que devem ser desenvolvidas no âmbito das atividades cotidianas de
cada indivíduo.

[...] Em relação ao panoptismo ao qual somos submetidos pelos poderes públicos, penso que é
importante continuar a questionar o discurso da segurança global, uma vez que em muitos casos este é
utilizado como justificativa para cortar as liberdades civis e aplicar modelos de vigilância que são
inaceitáveis do ponto de vista ético. Também é preciso fazer um uso mais responsável das redes sociais
e, desse modo, evitar contribuir para esse panoptismo ‘voluntário’, ao qual acabamos cedendo cada vez
que compartilhamos imagens e informações pessoais nas redes sociais, e que contribui para essa
‘visibilidade total’ e nos coloca em uma situação de vulnerabilidade e de constante escrutínio e sujeição
35 ao olhar alheio.

Adaptado de FACHIN, Patrícia. Revista IHU on-line, 15 Setembro 2017. Disponível em: . Acesso em 07/06/2019.



No enunciado “todos os cidadãos estão submetidos” (linha 9), o sujeito classifica-se como

Alternativas da questão 1616930
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