Questão
ID 1561524Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Prosopopeia (Personificação)
Ano: 2022 Banca: IFTO - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Tocantins
Leia o excerto abaixo e responda às questões 5 e 6.
A mata dormia o seu sono jamais interrompido. Sobre ela passavam os dias e as noites, brilhava o sol do verão, caíam as chuvas do inverno. Os troncos eram centenários, um eterno verde se sucedia pelo monte afora invadindo a planície, se perdendo pelo infinito. Era como um mar nunca explorado, cerrado no seu mistério. A mata era como uma virgem cuja carne nunca tivesse sentido a chama do desejo (...). Impenetrável e misteriosa, antiga como o tempo e jovem como a primavera, a mata aparecia diante dos homens como a mais temível das assombrações (...). A mata! Não é um mistério, não é um perigo nem uma ameaça. É um deus!
(AMADO, Jorge. Terras do Sem Fim. Rio de Janeiro: Record, 2004, pp. 45-47).
Nesse excerto, o autor utilizou algumas expressões de sentido conotativo para atribuir características à mata, um dos cenários de sua obra. Expressões como a mata dormia; um eterno verde se sucedia; a mata era como uma virgem; antiga como o tempo e jovem como a primavera; a mata é um deus, constituem quatro figuras de linguagem distintas. Aponte a sequência correta das figuras de linguagem na ordem em que aparecem aqui.