Questão
ID 1554716Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Relação de Causa e Consequência
Ano: 2009 Banca: UNITINS - Fundação Universidade de Tocantis Órgão: Secretaria de Administração do Estado do Tocantins
O ESTRESSE FAZ BEM
A prestação do carro está vencendo, a crise
roeu suas economias e o computador travou de
vez (...). O resultado disso é clássico: estresse. Ninguém
gosta de ter fumaça saindo pelas orelhas – mas,
5 acredite, essa pressão faz muito bem para você. Pelo
menos é o que diz Bruce McEwen, neurocientista e
professor da Universidade Rockefeller, em Nova York.
Segundo McEwen, o estresse é fundamental para a
nossa sobrevivência. Quando sentimos o mundo cair
10 sobre a cabeça, o cérebro nos prepara para reagir ao
desastre. Ficamos prontos para tomar decisões com
mais rapidez, guardar informações que podem ser
decisivas e encarar desafios e perigos. Ou seja: pessoas
estressadas potencializam sua capacidade de superar
15 um problema, na visão do professor (...). Mas há um
porém: se nos estressamos demais, os efeitos benéfi-
cos acabam revertidos. Nosso cérebro falha, e funções
como a memória acabam prejudicadas. É por isso que
precisamos aprender a apreciar o estresse com mode-
20 ração. O segredo estaria em levar uma vida saudável e
buscar atividades que deem prazer, como diz McEwen
(...) na entrevista que concedeu à Super.
O estresse costuma ser encarado como vilão.
Por que você defende a tese de que ele faz bem?
25 Porque o estresse representa um sinal de que
estamos saudáveis. Ele é uma carga de ansiedade
que todos recebemos para evoluir na vida. E estamos
falando de situações que vão desde trazer comida para
alimentar a família até conseguir um cargo mais alto na
30 empresa.
Como assim?
Ficamos estressados sempre que nos sentimos
ameaçados, como em situações de perigo ou de
desafio. A resposta do cérebro a esse estado é uma
35 dose de preocupação e agitação, que nos ajuda a
resolver as tarefas em que estamos focados. Ou seja,
ficamos mais competitivos e atentos. A chave desse
processo é o cortisol, conhecido como hormônio do
estresse e liberado pelo cérebro em situações de
40 pressão. Como o cortisol está relacionado ao
hipocampo, uma parte do cérebro importante para a
memória e para o aprendizado, sabemos que o disparo
desse hormônio faz com que fiquemos mais vigilantes.
WESTPHAL, Cristina. Superinteressante, 264, abr. 2009, p. 19.
[excerto adaptado]
No texto, a palavra “porém” (l. 16) significa