Questão
ID 1554423Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Assunto: Inteligência Artificial e Novas Tecnologias
Ano: 2007 Banca: CESPE CEBRASPE - Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB Órgão: Secretaria de Administração do Estado do Tocantins
Inteligência artificial
1 Não foi difícil descobrir o assassino. Afinal, o major
Rich tinha um ótimo motivo para matar Arnold Clayton:
amava a esposa da vítima e era correspondido. Segundo a
4 polícia, o major usou uma arma para livrar-se de Clayton e
escondeu o corpo em um baú.
A solução, no entanto, parecia simples demais para
7 o grande detetive Hercule Poirot, do clássico conto policial
O Mistério do Baú Espanhol, da escritora britânica Agatha
Christie. Persistente, ele sai em busca de pistas, descobre
10 fatos novos, tira conclusões espantosas e, por fim, apresenta
ao leitor outro criminoso.
Será que um computador também seria capaz de
13 encontrar o verdadeiro assassino? Durante um curso da
Universidade de Essen, os alunos testaram diversos
programas concebidos em estudos sobre inteligência
16 artificial (IA). Para isso, utilizaram o caso apresentado em
O Mistério do Baú Espanhol, servindo-se da IA para
desvendar as estratégias intelectuais do detetive Poirot.
19 A grande questão era se a IA era capaz desse exercício
intelectual ou se apenas fazia uma boa imitação da
inteligência humana. Interessava saber se apresentaria
22 características que poderiam ser associadas a um
comportamento inteligente. O objetivo era verificar se o
software conseguiria descobrir o assassino tão rapidamente
25 quanto Poirot.
Mas será que esses programas-detetive se tornarão,
em algum momento, tão inteligentes quanto seus modelos
28 humanos? Se pensarmos apenas na capacidade de processar
o maior número possível de fatos no menor tempo, então os
programas de IA são realmente eficazes. E com uma
31 vantagem: são dotados, como qualquer software, da
capacidade de lidar com quantidades muito maiores de dados
do que as pessoas.
34 No entanto, os cérebros artificiais são inferiores aos
humanos por pelo menos dois motivos. Por um lado,
precisam de todas as informações para chegar à conclusão
37 correta. Por outro lado, a lógica dos programas de IA imita
a racionalidade humana, afinal, não conhecemos nenhuma
outra. Na verdade, os programas de IA trabalham como
40 analistas de dados. Em princípio, não são muito diferentes do
nosso cérebro. Portanto, ainda não podemos esperar que
superpoirots eletrônicos acabem com o mundo do crime.
Mente&Cérebro, fev./2007 (com adaptações).
Com base no texto Inteligência artificial, julgue os itens a seguir.
O texto apresenta uma apologia do emprego de software desenvolvido em estudos de inteligência artificial na resolução de crimes.