Questão 1480417

Língua Portuguesa · 2009

Questão

ID 1480417

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: Possibilidades de Paralelismo

Ano: 2009 Banca: CESPE CEBRASPE - Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB Órgão: Polícia Civil do Rio Grande do Norte


Texto para as questões de 12 a 15

1 O poema nasce do espanto, e o espanto decorre

do incompreensível. Vou contar uma história: um dia,

estava vendo televisão e o telefone tocou. Mal me ergui

4 para atendê-lo, o fêmur de uma das minhas pernas roçou

o osso da bacia. Algo do tipo já acontecera antes? Com

certeza. Entretanto, naquela ocasião, o atrito dos ossos

7 me espantou. Uma ocorrência explicável, de súbito,

ganhou contornos inexplicáveis. Quer dizer que sou

osso? — refleti, surpreso. Eu sou osso? Osso pergunta?

10 A parte que em mim pergunta é igualmente osso? Na

tentativa de elucidar os questionamentos despertados

pelo espanto, eclode um poema. Entende agora por que

13 demoro 10, 12 anos para lançar um novo livro de poesia?

Porque preciso do espanto. Não determino o instante de

escrever: hoje vou sentar e redigir um poema. A poesia

16 está além de minha vontade. Por isso, quando me

indagam se sou Ferreira Gullar, respondo: às vezes.

Ferreira Gullar. Bravo, mar./2009 (com adaptações).



O sentido geral do texto estaria preservado se, em lugar de "um dia, estava vendo televisão e o telefone tocou" (l.2-3), estivesse

Alternativas da questão 1480417
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