Questão
ID 1476623Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Entrevista
Ano: 2009 Banca: CESPE CEBRASPE - Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB Órgão: Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca da Paraíba
Texto para as questões de 6 a 8
UM DISCO MAIS FÁCIL DE OUVIR
Estudando a Bossa – Nordeste Plaza foi feito para a pessoa cantar lavando pratos. Nunca tinha feito um disco cuja melodia e texto das músicas fossem inteligentes e, ao mesmo tempo, permitissem que a pessoa pudesse se divertir cantando. Decidi que tenho de dar corda a “ser cantável”.
CONTRA O GOSTO MÉDIO
O maior censor que existe em meus trabalhos sempre foi o do gosto médio vigente. Ele está instalado nas pessoas e até nas máquinas. Por isso, nos meus trabalhos, ninguém mexe! Em 1998, Paulo Tatit e eu masterizamos o disco No Jardim da Política, com dois violões. O técnico achou que não tinha peso, mexeu e mudou os graves por conta dele, sem minha aprovação. Quando se fala em sutilezas criativas, isso é um erro grave!
A YOKO ONO DO TOM
Em meu processo criativo, tem muito suor, perseguição de ideias e, principalmente, as consultas que faço a Neusa. Ela entende tanto de música erudita quanto de poesia. Neusa tem afinidades com o fino e o elegante. Eu sou o contrário dela: o bárbaro! As opiniões de Neusa sempre permitem que eu seja um bárbaro que possa conviver com civilizados.
GÊNIO NÃO. SOU JAPONÊS!
Caetano disse que sou gênio? Eu agradeço a generosidade dele. Mas não sou gênio: sou japonês. Sabe aquele japonês que se esforça e, no fim do ano, se dá bem? Essa é a tradução do que sou. Cheguei onde estou por conta de minhas deficiências. É importante ter consciência disso para entender por que trabalho tanto!
Tom Zé. In: Internet: <www.revistapoder.uol.com.br> (com adaptações)
Considerando o texto de Tom Zé, assinale a opção correta.