Questão
ID 1408137Disciplina: Psicologia
Assunto: Psicologia Hospitalar
Ano: 2017 Banca: UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro Órgão: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Uma mulher teve um bebê com Síndrome de Down, com alguns problemas cardíacos e muito hipotônico. Em função desse quadro clínico, não pôde levá-lo para casa logo após o período mínimo de internação hospitalar pós-parto e nem cuidar de seu filho como havia imaginado que faria durante a gestação. A internação se prolongou por meses e essa mãe começou a queixar-se de que a criança sorri para todo mundo e que, portanto, não sabe se o bebê a reconhece como mãe quando está com ele. Teme que ele se torne uma criança autista em função dos comprometimentos biológicos. Angustiada, a mãe a ter dificuldades para visitar o bebê com frequência, atribuindo isto a encaminhamentos de ordem econômica que precisaria fazer. O bebê começa a não mais olhar diretamente para aqueles que cuidam dele, passando também a não sorrir mais como usualmente fazia. A partir desse fragmento de caso clínico podemos levantar algumas hipóteses e considerar que:
I. Com o crescimento do bebê, a patologia orgânica começou a comprometer seu desenvolvimento e suas relações.
II. O laço mãe-bebê passa a ser afetado pela limitação orgânica, que passa a operar como obstáculo simbólico e imaginário.
III. Faz-se uma antecipação da insuficiência no bebê.
IV. Ocorre aqui um mecanismo de profecias auto-realizáveis.
Marque a alternativa correta, avaliando se as afirmações acima são verdadeiras ou falsas.