Questão 129601

Língua Portuguesa · 2024

Questão

ID 129601

Disciplina: Língua Portuguesa

Assuntos: 2ª Geração (Fase de Consolidação), Paródia

Ano: 2024 Banca: COSEAC Órgão: Fundação Municipal de Educação de Niterói


As questões de 31 a 35 são baseadas nos textos 1, 2 e 3.

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TEXTO 1

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Canção do exílio

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Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

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Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.

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Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

\(\quad\)

Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar –sozinho, à noite–

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

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Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

\(\quad\)

Sem que disfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu'inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

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Coimbra – julho de 1843.

DIAS, Gonçalves. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006. p.105-106

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TEXTO 2

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Canto do Regresso à Pátria

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Minha terra tem palmares

Onde gorjeia o mar

Os passarinhos daqui

Não cantam como os de lá

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Minha terra tem mais rosas

E quase que mais amores

Minha terra tem mais ouro

Minha terra tem mais terra

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Ouro terra amor e rosas

Eu quero tudo de lá

Não permita Deus que eu morra

Sem que eu volte para lá

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Não permita Deus que eu morra

Sem que volte pra São Paulo

Sem que veja a Rua 15

E o progresso de São Paulo

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ANDRADE, Oswald de. Pau-Brasil [1924]. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.139

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TEXTO 3

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Em uma noite dessas, sonha consigo mesmo cindida em duas, aquela que ora se mira, adulta, parecendo prestes a descobrir algo; e outra, muito criança, chorando sentada no chão de uma sala. No sonho, toma a si mesma nos braços, e o contato das suas duas peles faz com que acorde em uma terceira pele, a da vigília, arrepiada de frio. Pela primeira vez em muito tempo, deseja, então, regressar a Belém, rever a avó, conversar com ela sobre aquela difícil infância que vivera e saber por que o apagamento da herança indígena da família da mãe tinha sido necessário e tão eficaz. O porquê da família paterna, embora de pele branca, ter optado por renegar a própria condição de mestiça. Coisas que talvez a avó nem mesmo pudesse dar conta de responder. Reencontrar rastro e rosto era o que faria se fosse possível, mas a morte da mulher que a criara, ciosa e feroz em sua obrigação de afeto, rompera o último laço que a mantivera presa àquela cidade, àquela casa.

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VERUNSCHK, Micheliny. O som do rugido da onça. São Paulo: Companhia das Letras, 2021. p. 110

Ao longo da história da literatura brasileira, a “Canção do exílio” (texto 1) foi retomada por diversos poetas, a exemplo de Oswald de Andrade em “Canto do regresso à pátria” (texto 2). Porém, a construção da identidade nacional na perspectiva modernista se diferencia daquela proposta por Gonçalves Dias, como se pode observar no texto 2 quando o poeta destaca

Alternativas da questão 129601
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