Questão 1290333

Língua Portuguesa · 2012

Questão

ID 1290333

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: Dêitico

Ano: 2012 Banca: FCC - Fundação Carlos Chagas Órgão: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro


Atenção: As questões de números 22 a 24 referem-se ao texto abaixo.

Jamais nos atemos ao tempo presente. Antecipamos o futuro, algo demasiado lento por vir, como para acelerar seu curso; ou nos lembramos do passado, a fim de detê-lo, tão rápido nos parece. De tão imprudentes, vagamos nos tempos que não são nossos e deixamos de pensar no único que nos pertence. E de tão vãos, pensamos nos tempos que nada são e escapamos, sem refletir, do único que subsiste. É que o presente, de costume, nos fere. Ocultamo-lo da visão porque nos aflige; e se nos é agradável, lamentamos vê-lo escapar. Esforçamo-nos para sustentá-lo através do futuro, e projetamos coisas que não estão em nosso poder num tempo que não sabemos se irá chegar. Se cada um examinar seus pensamentos, irá encontrá-los todos ocupados no passado ou no futuro. O presente jamais é nosso fim. Assim, nunca vivemos, mas sim esperamos viver. E nos dispondo sempre a ser felizes, acabamos por nunca sê-lo.

(Pascal. In: Pierre Levy. O fogo liberador. São Paulo: Iluminuras, 2001. p.65)



Atente para as afirmações a respeito da frase transcrita abaixo.

Ocultamo-lo da visão porque nos aflige; e se nos é agradável, lamentamos vê-lo escapar.

I. Os elementos grifados referem-se a um mesmo antecedente, ou seja, o presente.

II. Os verbos ocultar, afligir e lamentar estão flexionados nos mesmos tempo e modo.

III. Mantendo-se a correção e a lógica, o segmento porque nos aflige pode ser substituído por porquanto que aflige a nós.

Está correto o que se afirma em

Alternativas da questão 1290333
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