Questão
ID 1146757Disciplina: Medicina
Assunto: Transtornos do Controle de Impulsos
Ano: 2021 Banca: IADES - Instituto Americano de Desenvolvimento Órgão: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
Uma criança de 8 anos de idade, foi trazida à clínica por sua mãe para a realização de avaliação relacionada com sua irritabilidade, negatividade e comportamento desafiante. Ela reclamava que seu filho tinha ataques prolongados de raiva, gerados ao “não conseguir o que queria”. A mãe descreveu os ataques de raiva como compostos de gritos, xingamentos, choro, batidas nas portas e, às vezes, arremesso de livros e de objetos ao chão. Ele tinha problemas também na escola, e sua professora relatara à famı́lia que ele parecia ter o hábito de provocar outros alunos e a própria professora, fazendo barulho, mexendo-se na cadeira e assobiando no decorrer das aulas. Recentemente, em casa, começou a chutar a cadeira em que sua mãe sentara e quando ela lhe pediu para parar, ele a olhou e continuou chutando a cadeira, até ela se irritar e mandá-lo para o quarto. Então, o filho começou a berrar, dizendo que não estava fazendo nada e que a mãe estava implicando com ele. A criança pareceu carrancudo e irritado na entrevista. Insistia que seus problemas eram todos culpa de sua mãe e que as reclamações dela eram sempre injustas. Ao longo da entrevista, ele interrompeu várias vezes para dizer que a mãe estava mentindo e contradizer sua história. Apesar de seu problema comportamental, ele havia conseguido obter sucesso acadêmico e atingir pontuações elevadas nas provas. Sua mãe relatou que ele costumava ter alguns amigos no jardim de infância, mas, ao ficar mais velho, perdeu quase todas as suas amizades por ter dificuldades em compartilhar as coisas e pela tendência a ser autoritário. A mãe relatou que, desde o nascimento da irmã, quando tinha 2 anos de idade, ele tem sido agressivo e demonstrado rivalidade para com ela. Os pais se divorciaram quando o menino tinha 3 anos. Ele não teve mais contato com o pai desde então. Sua mãe ficou deprimida por um ano após o divórcio, até que buscou tratamento. Ela sempre sentiu culpa pelo pai dele não estar presente, e o filho a culpa por não ter seu pai por perto. Ela acredita que o comportamento do filho piorou recentemente desde que ela voltou a namorar.
A respeito desse caso e com base nos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Embora possa começar já aos 3 anos de idade, o transtorno do caso apresentado costuma ser notado por volta dos 8 anos de idade e não depois do inı́cio da adolescência.