Questão 1093855

Língua Portuguesa · 2016

Questão

ID 1093855

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: Crônica

Ano: 2016 Banca: FCC - Fundação Carlos Chagas Órgão: Prefeitura Municipal de Teresina


Atenção: Para responder às questões de números 7 a 12, considere a crônica, abaixo, de Rubem Braga.

[Estar em casa]

Vem uma pessoa de minha cidade natal e diz que ainda continua reservado para mim aquele pedaço de terra, em cima das pedras, entre duas prainhas. Ali um dia este escritor, o velho Braga, juntando os tostões que puder ganhar batendo em sua máquina de escrever, levantará a sua casa perante o mar da infância. Ali plantará árvores e armará sua rede e meditará talvez com tédio e melancolia na vida que passou.

Como será a casa? Ah, amigos arquitetos, vocês me façam uma coisa tão simples e tão natural que, entrando na casa, morando na casa, a gente nunca tenha a impressão de que antes de fazê-la foi preciso traçar um plano; e a que ninguém sequer ocorra que ela foi construída, mas existe naturalmente, desde sempre e para sempre, tranquila, boa e simples. Uma casa em que não se tenha, de vez em quando, a consciência desse estar em uma determinada casa, mas apenas de estar em casa.

(Adaptado de: BRAGA, Rubem. O homem rouco. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1963, p. 155-156)



Atente para as seguintes afirmações:

I. O cronista se refere a si mesmo como o velho Braga, e imagina a casa que deseja mandar construir e habitar com simplicidade em sua velhice possivelmente melancólica.

II. Ao se valer das expressões estar em uma determinada casa e estar em casa, o cronista está se valendo de formas diferentes para um mesmo significado.

III. Ao dizer a que ninguém sequer ocorra que ela foi construída, o cronista está admitindo que sua casa é apenas imaginária.

Em relação ao texto, é adequado APENAS o que se afirma em

Alternativas da questão 1093855
Pular para o conteúdo principal