Questão
ID 105976Disciplina: Língua Portuguesa
Assuntos: Função Poética, Lírico
Ano: 2025 Banca: FAFIPA - Fundação de Apoio Órgão: Câmara Municipal de Candói
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 9 a 10.
DA CALMA E DO SILÊNCIO
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Quando eu morder a palavra,
por favor, não me apressem,
quero mascar, rasgar entre os dentes,
a pele, os ossos, o tutano do verbo,
para assim versejar o âmago das coisas.
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Quando meu olhar se perder no nada,
por favor, não me despertem,
quero reter, no adentro da íris,
a menor sombra, do ínfimo movimento.
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Quando meus pés abrandarem na marcha,
por favor, não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar, deixem-me quieta,
na aparente inércia.
Nem todo viandante anda estradas,
há mundos submersos, que só o silêncio
da poesia penetra.
Com base no poema, assinale a alternativa CORRETA.