Questão
ID 105353Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Inferência Textual
Ano: 2025 Banca: Legalle Concursos Órgão: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia
Oito em cada 10 brasileiros vivem em casas, aponta IBGE
1 \(\quad\) O número de pessoas que moram em casas é superior aos moradores de apartamento, totalizando 171,3 milhões residentes em 59,6 milhões do imóvel, segundo dados do censo de 2022 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
6 \(\quad\) Isso representa oito em cada 10 brasileiros nesse tipo de moradia, uma porcentagem de 83% ante um número menor daqueles localizados em prédios.
9 \(\quad\) Essa tendência já era visível em censos anteriores, assim como o crescimento da proporção de pessoas morando em apartamentos, passando de 8,5% em 2010 para 12,5% em 2022.
13 \(\quad\) A verticalização, como é chamado o movimento de aumento dos domicílios de tipo apartamento, foi registrado em todas as regiões do país.
16 \(\quad\) Bruno Perez, analista da pesquisa, afirma que “essa verticalização é uma resposta ao adensamento da população dos municípios, principalmente nas áreas de região metropolitana e nos centros das cidades maiores”.
21 \(\quad\) A maior porcentagem se encontra no sudeste, região que alcançou 16,7% ante 11,9% mais de uma década atrás. A lista segue com as regiões do sul e centro-oeste, com 14,45 e 10,7%, respectivamente.
25 \(\quad\) A fatia em que essa modalidade predomina é de apenas três dos 5.570 municípios brasileiros, sendo Santos e São Caetano do Sul, em São Paulo, além de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
29 \(\quad\) “É uma tendência de áreas litorâneas valorizadas economicamente: um adensamento que gera verticalização para atrair mais pessoas que querem estar próximas às praias”, justifica o pesquisador.
33 \(\quad\) Já quanto à área muito inserida na Região Metropolitana de São Paulo, suas características se assemelham à área do chamado Centro Expandido de São Paulo, bastante adensado.
37 \(\quad\) O maior número dos residentes de casa está presente no Piauí, com 95,6% da sua população, seguido de perto pelo Tocantins (95,3%) e Maranhão (95,1%).
41 \(\quad\) Esse setor imobiliário também cresceu localizado nas vilas e condomínio, principalmente no Rio de Janeiro, abrigando 2,4% das pessoas residentes no Brasil em 2022 em comparação com 1,6% em 2010.
45 \(\quad\) Um ponto de destaque é que, no último censo, novas categorias foram adicionadas para “melhor captar a população em situação de exclusão habitacional extrema, que incluiu também uma revisão da tipologia dos domicílios particulares improvisados e dos domicílios coletivos”, informa o IBGE.
51 \(\quad\) São 0,2% da população, pouco mais de 490 mil pessoas, habitadas em casa de cômodos ou cortiço — uma diminuição representativa de 42,09% em relação ao ano de 2010, quando esse tipo de habitação apresentou 852.975 pessoas.
56 \(\quad\) Já em habitação indígena sem paredes ou maloca são 0,1% e 81 mil pessoas com uma estrutura residencial permanente degradada ou inacabada, segundo a pesquisa.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/oito-em-cada-10-brasileiros-vivem-em-casas-aponta-ibge/ (adaptado).
A partir das informações do texto, é possível inferir que a verticalização está associada a: