Na tabela oficial da Polícia Militar de São Paulo, o soldado de 2ª classe tem R$ 3.143,70. Em Goiás, o edital de soldado anunciou remuneração inicial de R$ 6.353,13.
Quanto ganha um soldado da Polícia Militar depende do estado, porque a remuneração dos militares estaduais é fixada por lei de cada unidade federativa. Na prática, os valores iniciais divulgados em editais recentes vão de pouco mais de R$ 3 mil a mais de R$ 6 mil, e parte dessa diferença está no que cada tabela chama de soldo e no que ela chama de remuneração.

Atualizado em 4 de outubro de 2026.
Neste guia você encontra:
- Quanto ganha um soldado da Polícia Militar
- A diferença entre soldo e remuneração
- O que faz um soldado no dia a dia
- Requisitos para entrar na corporação
- Etapas do concurso de soldado
- Progressão, benefícios e estabilidade
- Concursos recentes e previstos
- Como se preparar para a prova
- Perguntas frequentes
Quanto ganha um soldado da Polícia Militar?
A faixa inicial de um soldado no Brasil hoje começa perto de R$ 3 mil e passa de R$ 6 mil nos estados que pagam melhor. Como cada corporação tem a sua própria lei de remuneração, comparar dois editais exige olhar a data da tabela e o que está sendo somado no valor anunciado.
| Corporação | Cargo ou graduação | Valor oficial | Referência |
|---|---|---|---|
| Polícia Militar de São Paulo | Soldado PM de 2ª Classe | R$ 3.143,70 | Lei Complementar estadual 1.317, de 2018 |
| Polícia Militar de São Paulo | Soldado PM de 1ª Classe | R$ 3.476,12 | Lei Complementar estadual 1.317, de 2018 |
| Polícia Militar de Goiás | Soldado, remuneração inicial | R$ 6.353,13 | Edital de soldado publicado em abril de 2022 |
| Polícia Militar do Distrito Federal | Soldado de 2ª Classe, soldo | R$ 753,60 | Lei federal 15.395, de 2026, a partir de janeiro de 2026 |
| Polícia Militar do Distrito Federal | Soldado de 1ª Classe, soldo | R$ 1.060,80 | Lei federal 15.395, de 2026, a partir de janeiro de 2026 |
Os dois últimos valores assustam quem lê rápido, e é justamente aí que mora a confusão mais comum da carreira militar. Eles são soldo, a parcela básica da remuneração do militar, e não o total que entra na conta no fim do mês. A tabela do Distrito Federal foi atualizada pela Lei 15.395, de 27 de abril de 2026 e trouxe reajuste escalonado para as forças de segurança.
Quando um edital de polícia ou de corpo de bombeiros militar anuncia o valor cheio ele costuma somar soldo, gratificações e adicionais previstos na legislação local. Por isso dois estados podem ter soldos parecidos e remunerações finais bem diferentes.
A diferença entre soldo e remuneração:
Soldo é a parcela fixa, definida por lei, atrelada ao posto ou à graduação do militar. Remuneração é o soldo mais tudo o que a legislação manda somar: gratificações de atividade policial militar, adicionais de tempo de serviço, adicionais de risco, auxílios e, em alguns estados, indenizações de fardamento e alimentação.
Essa distinção tem efeito prático em três momentos da vida do policial. Na comparação entre editais, porque um número pode não ser comparável ao outro. No cálculo de descontos previdenciários, que incidem sobre as parcelas definidas na lei de cada ente. E na aposentadoria, que nas corporações militares se chama inatividade e segue regras próprias de transferência para a reserva.
Antes de escolher o seu concurso pelo salário anunciado, leia o anexo de remuneração do edital e confirme se o número apresentado é soldo ou remuneração total. Quem já comparou a remuneração do policial penal ou a do policial rodoviário federal sabe que essa leitura muda o ranking das oportunidades.
O que faz um soldado no dia a dia?
O soldado é a base do policiamento ostensivo, o policial que a população vê na rua e aciona primeiro. As atribuições variam conforme o batalhão e a especialização, mas o núcleo da função se repete em todas as corporações.
- Executar o policiamento ostensivo a pé, motorizado, montado ou em bicicleta, conforme a escala do batalhão.
- Atender ocorrências encaminhadas pelo centro de operações, da violência doméstica ao acidente de trânsito.
- Preservar o local de crime até a chegada da perícia e da autoridade policial responsável.
- Conduzir pessoas detidas à delegacia e elaborar o relato que instrui o registro da ocorrência.
- Atuar no policiamento de eventos, operações de trânsito e ações de prevenção em áreas de maior incidência criminal.
- Prestar primeiros socorros e acionar o serviço de atendimento móvel quando a ocorrência envolve vítimas.
Com o tempo de serviço aparecem as especializações, e é nelas que a carreira ganha identidade: policiamento de choque, rodoviário estadual, ambiental, cavalaria, canil, aviação, grupos táticos e atividades de inteligência. A escolha depende de cursos internos, aptidão física e oportunidade na corporação.
Requisitos para entrar na corporação:
O requisito de escolaridade é o mesmo em praticamente todo o país: ensino médio completo. O resto muda de estado para estado, e o edital é a única fonte confiável para o seu caso.
Na Polícia Militar de São Paulo, a página oficial de ingresso no quadro de praças exige nacionalidade brasileira, idade entre 17 e 30 anos, altura mínima de 1,55 m para mulheres e 1,60 m para homens, ensino médio concluído, habilitação para dirigir nas categorias B e E, boa saúde física e mental e quitação com as obrigações militares e eleitorais. A formação acontece no Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública, informação que consta do próprio site da corporação paulista e vale como referência de estrutura, não como regra nacional.
Entre os itens que mais eliminam candidato antes da prova estão a idade máxima, que em vários estados é de 30 anos, e a exigência de carteira de habilitação em categoria superior à B. Confira esses dois pontos no primeiro dia de inscrição, porque não há recurso contra requisito não cumprido. O passo a passo completo está no guia sobre como entrar na Polícia Militar publicado aqui no blog.
Etapas do concurso de soldado:
O concurso de soldado é longo e eliminatório em quase todas as fases. No certame de Goiás, o portal oficial do governo estadual registrou provas objetiva e discursiva, teste de aptidão física, prova de habilidade específica, avaliação médica, avaliação odontológica, avaliação psicológica e investigação de vida pregressa.
Prova objetiva e discursiva.
A primeira fase cobra português, matemática, atualidades, noções de direito e legislação específica da corporação. Em bancas que aplicam discursiva, a redação costuma pedir texto argumentativo sobre segurança pública ou cidadania, com peso suficiente para decidir a classificação.
Teste de aptidão física.
O exame físico tem índices mínimos por sexo e faixa de idade, com provas de corrida, barra ou flexão de braços, abdominal e, em alguns estados, natação. É a etapa que mais exige antecedência: ninguém constrói resistência em duas semanas.
Avaliações médica, odontológica e psicológica.
Exames clínicos e laboratoriais checam condições incompatíveis com a atividade policial, e a avaliação psicológica aplica testes de personalidade e entrevista. Os critérios ficam no edital, e o candidato tem direito a entrevista devolutiva na maioria das corporações.
Investigação social e de vida pregressa.
A corporação verifica antecedentes criminais, conduta civil, histórico de crédito em alguns estados e informações prestadas na ficha de inscrição. Omissão na ficha costuma pesar mais que o fato omitido.
Progressão, benefícios e estabilidade.
A carreira de praça tem degraus definidos: soldado, cabo, terceiro sargento, segundo sargento, primeiro sargento e subtenente. A subida acontece por antiguidade e merecimento, com cursos de formação e requisitos de tempo mínimo em cada graduação, no desenho clássico dos estatutos militares estaduais.
Essa estrutura é diferente da progressão funcional dos servidores civis em dois aspectos que pesam no planejamento de vida. O militar depende de vaga na graduação seguinte, o que torna a subida mais disputada. Em compensação, o adicional de tempo de serviço e as gratificações de atividade fazem a remuneração crescer mesmo sem promoção.
Entre os benefícios recorrentes nas corporações estão assistência à saúde do militar e dependentes, auxílio ou indenização de alimentação, auxílio fardamento, escala de serviço com folgas compensatórias e, em muitos estados, previsão de reserva remunerada depois do tempo de serviço exigido na legislação local. Confirme cada item na lei do seu estado, porque a composição muda bastante de uma corporação para outra.
Quem quer conhecer o leque completo antes de decidir pode comparar as opções no panorama das carreiras policiais e os seus requisitos ou no roteiro que ajuda a entender qual carreira policial combina com o seu perfil antes de pagar a inscrição.
Concursos recentes e previstos:
Soldado é um dos cargos com oferta mais constante no país, porque as corporações repõem efetivo todos os anos. O acompanhamento das movimentações rende vantagem de meses no estudo.
- Em Pernambuco, acompanhe o edital publicado da Polícia Militar com 1.320 vagas e as suas exigências.
- No Amazonas, a corporação tem concurso previsto para 2027, com novas regras em discussão.
- No Distrito Federal, há previsão de 2 mil vagas para 2027 no quadro da corporação.
- Em Alagoas, o edital foi republicado com 1.060 vagas e inscrições reabertas.
- No Rio Grande do Norte, o certame foi retomado para praças da saúde e músicos da corporação.
- Em São Paulo, saiu o gabarito do concurso de 2026, com prazo de recurso definido.
Para quem já decidiu pela corporação paulista, o guia completo do concurso de soldado em São Paulo reúne conteúdo programático, etapas e estratégia de estudo em um só lugar. O histórico da corporação em Goiás está documentado no portal oficial do governo estadual para quem quiser conferir a fonte dos valores citados aqui.
Como se preparar para a prova:
Concurso de soldado tem duas provas que correm em paralelo: a da sala e a da pista. Quem trata as duas como prioridade desde o primeiro mês chega inteiro à fase final.
No conteúdo, a base é português e matemática, as duas disciplinas com mais questões na maioria dos editais, seguidas de atualidades e legislação. Monte um cronograma de estudos realista com revisão semanal e resolva questões da mesma banca desde o começo, usando um banco de questões organizado por disciplina para medir evolução de verdade.
No físico, comece pelos índices do último edital da corporação que você pretende disputar e treine com margem acima do mínimo exigido. Corrida de 12 minutos, barra fixa e abdominal respondem bem a três ou quatro sessões semanais ao longo de alguns meses, e o ganho se perde rápido com interrupção.
Olhe a carreira pelo conjunto, não só pelo primeiro salário. O acervo de panoramas de carreiras e salários publicado aqui compara requisitos, remuneração e etapas de outras opções, inclusive a de médico militar nas três forças e a de investigador na polícia civil para quem considera o caminho civil.

Perguntas frequentes:
Quanto ganha um soldado da Polícia Militar recém formado?
O valor inicial depende do estado e da lei de remuneração da corporação. Em São Paulo, a tabela oficial aponta R$ 3.143,70 para o soldado de 2ª classe, conforme a Lei Complementar estadual 1.317, de 2018. Em Goiás, o edital de soldado de 2022 anunciou remuneração inicial de R$ 6.353,13.
Soldado da Polícia Militar precisa ter faculdade?
Não. A exigência padrão é ensino médio completo, e a formação profissional acontece dentro da corporação, em curso próprio que em alguns estados tem status de curso superior de tecnologia. Diploma de graduação pode valer pontos em prova de títulos quando o edital prevê essa etapa.
Qual é a idade máxima para o concurso de soldado?
O limite mais comum é de 30 anos, como na Polícia Militar de São Paulo, que aceita candidatos de 17 a 30 anos no quadro de praças. Cada estado fixa o seu limite em lei, então confirme no edital vigente antes de investir na preparação.
Soldado recebe o salário durante o curso de formação?
Sim, o aluno do curso de formação recebe remuneração, em valor normalmente inferior ao do soldado já formado. O percentual e a nomenclatura mudam conforme a legislação de cada corporação, e o edital detalha quanto será pago em cada fase.
Vale a pena prestar concurso para soldado da Polícia Militar?
Depende do que você busca na carreira. A oferta de vagas é constante, a exigência de escolaridade é de nível médio e existe caminho de progressão até subtenente, com adicionais que aumentam a remuneração ao longo do tempo. Em contrapartida, a rotina envolve escala, risco e disponibilidade, fatores que precisam entrar na conta antes da inscrição.
Comece a treinar para a prova e para a pista.
Chegar à sala de aula da corporação exige constância, e constância fica mais fácil com material organizado por concurso. Nos cursos do Portal Concursos você encontra videoaulas, banco com milhares de questões comentadas, simulados com gabarito comentado e cronograma de estudos para cada etapa do certame. Conheça o curso e confira o conteúdo da corporação que você vai disputar.