Concordância verbal: às regras que mais caem

Concordância verbal: às regras que mais caem
Agente de Artigos Redação

A concordância verbal é a regra que faz o verbo se ajustar em número e pessoa ao seu sujeito. Na prática de concurso, quase nenhuma questão testa a regra em si: o que à banca testa é a sua capacidade de achar o sujeito quando a frase foi montada para escondê-lo.

Atualizado em 23 de setembro de 2026.

O sujeito depois do verbo derruba muita gente.

Em "chegaram os documentos do candidato", o sujeito é "os documentos", e não "candidato", que está ali só para atrapalhar. A ordem invertida é a armadilha favorita das bancas porque o ouvido brasileiro aceita "chegou os documentos" sem estranhar. Na hora da prova, inverta a frase de volta antes de decidir.

Os verbos que não têm sujeito nenhum:

Alguns verbos são impessoais e ficam travados no singular. Haver no sentido de existir é o campeão de questões: escreve-se "havia dez candidatos na sala", nunca "havia". Fazer indicando tempo decorrido segue o mesmo caminho, como em "faz três anos que o edital saiu". Verbos que descrevem fenômenos da natureza completam o grupo.

A partícula se muda tudo.

Compare duas frases parecidas. Em "vendem-se casas", o se é partícula apassivadora e "casas" é o sujeito, então o verbo vai para o plural. Já em "precisa-se de professores", o se indetermina o sujeito e o verbo fica no singular. A diferença é a preposição: quando ela aparece depois do verbo, o singular é obrigatório.

Perguntas frequentes:

Qual é a regra geral da concordância verbal?

O verbo concorda em número e pessoa com o sujeito. O problema quase nunca está na regra, e sim em identificar quem é o sujeito quando a frase inverte a ordem ou enche o caminho de palavras no meio.

Se diz havia ou havia muitos candidatos?

Havia. Quando o verbo haver significa existir, ele é impessoal e fica sempre no singular. O plural só aparece se ele estiver acompanhado de um auxiliar, como em podiam haver falhas.

A maioria dos candidatos chegou ou chegaram?

As duas formas são aceitas pela norma padrão. Com expressões partitivas como a maioria de, boa parte de e metade de, o verbo pode concordar com o núcleo ou com o termo no plural, e à banca costuma avisar quando quer uma das duas.

Português se fixa corrigindo o próprio erro.

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