Em muitas provas certo ou errado, marcar uma afirmação errada não custa zero ponto: custa um ponto que você já tinha ganhado em outra questão. Essa regra, conhecida como "uma errada anula uma certa", é a que mais confunde quem está acostumado só com múltipla escolha, porque ali o erro raramente tira algo que você já conquistou.
Entender exatamente como essa anulação é calculada muda a forma de encarar cada item da prova: em vez de pensar "sei ou não sei", o candidato treinado passa a pensar "esse ponto vale o risco de perder outro que já tenho". A diferença entre essas duas mentalidades aparece direto na nota final.

Neste guia você vai encontrar:
- O que significa uma errada anular uma certa?
- Como essa anulação é calculada na prática?
- Quais bancas aplicam essa regra de anulação?
- Como fica a nota em um exemplo numérico completo?
- Quando vale a pena marcar e quando vale deixar em branco?
- A anulação muda conforme a disciplina da questão?
- Quais erros mais custam pontos nessa regra?
- Como treinar a decisão de marcar sob essa regra?
- Resumo rápido da regra de anulação.
- Perguntas frequentes:
O que significa uma errada anular uma certa?
A regra funciona assim: cada item certo soma um ponto e cada item errado subtrai um ponto, dentro do mesmo bloco de questões. Se você acertar nove itens e errar um, sua pontuação naquele bloco fica em oito pontos, não em nove, porque o erro cancelou exatamente o valor de um acerto.
Isso é diferente de uma simples correção sem nota negativa, onde o erro vale zero e só o acerto soma. Na anulação, o erro tem peso igual ao acerto, só que no sentido contrário, o que torna cada marcação uma decisão de risco e não apenas uma tentativa de resposta.
Como essa anulação é calculada na prática?
A fórmula mais comum é simples: pontuação final igual ao número de acertos menos o número de erros, dentro do mesmo bloco ou disciplina. Itens deixados em branco não entram nessa conta, porque não somam nem subtraem nada.
Alguns editais aplicam essa conta por disciplina isolada, outros aplicam sobre o total da prova. Por isso, antes de montar sua estratégia de marcação, é essencial ler o edital e confirmar se a anulação vale por bloco de matéria ou pelo conjunto inteiro de itens, porque isso muda o cálculo de risco de cada questão.
Quais bancas aplicam essa regra de anulação?
A Cebraspe é a banca mais associada a essa regra, presente na maioria dos seus editais de certo ou errado. Mas ela não é a única: outras organizadoras também aplicam desconto por erro em parte dos seus concursos, geralmente nos mesmos moldes da prova certo ou errado.
Você confere o perfil completo de cada banca, incluindo se ela costuma aplicar essa regra, nestes artigos do Portal Concursos:
- Banca Cesgranrio: como é a prova e como estudar.
- Banca Quadrix: estilo de prova e o que mais cai.
- Banca IBFC: como é a prova e como estudar.
- Banca Fundatec: como é a prova e como estudar.
Ainda assim, a regra exata varia de edital para edital dentro da mesma banca, então a leitura do edital continua sendo o passo que nenhum candidato deve pular.
Como fica a nota em um exemplo numérico completo?
Imagine uma prova com 20 itens certo ou errado na disciplina de Direito Administrativo. Um candidato responde todos os 20, acerta 15 e erra 5. A conta fica assim: 15 pontos de acerto menos 5 pontos de erro, resultando em 10 pontos líquidos, equivalente a 50% de aproveitamento, mesmo tendo respondido 75% dos itens corretamente.
Agora imagine um segundo candidato, com o mesmo conhecimento, que responde apenas os 15 itens em que tem certeza e deixa 5 em branco por insegurança. Ele acerta os 15, não erra nenhum, e termina com 15 pontos líquidos, cinco pontos a mais que o primeiro candidato, mesmo respondendo menos itens.
Esse exemplo mostra por que, sob a regra de anulação, responder mais nem sempre significa pontuar mais. O que importa é a proporção entre acertos e erros dentro do que você decide responder.
Quando vale a pena marcar e quando vale deixar em branco?
A matemática da decisão é direta: se a sua chance de acerto numa questão específica passa de 50%, estatisticamente vale a pena marcar, porque no longo prazo o ganho esperado é positivo. Abaixo de 50%, o risco de perder ponto supera o ganho esperado, e deixar em branco tende a preservar melhor a nota.
Na prática, poucos candidatos conseguem calcular probabilidade em tempo real durante a prova, então a regra informal mais usada é: marque quando tiver lido a afirmação com atenção e conseguir justificar o motivo da escolha; deixe em branco quando a dúvida vier de um achismo sem base em nenhum trecho específico do enunciado.
A anulação muda conforme a disciplina da questão?
A regra de cálculo em si não muda de uma disciplina para outra, mas o risco percebido muda bastante. Em disciplinas que você domina bem, como Português ou Raciocínio Lógico depois de bastante prática, a margem de erro tende a ser menor, o que reduz o risco de cada marcação.
Já em disciplinas mais recentes no seu plano de estudos, como Direito Administrativo ou Informática, a chance de confundir dois institutos parecidos é maior, o que aumenta o risco de cada marcação justamente nos itens onde você tem menos domínio. Por isso, separar o nível de confiança por disciplina, e não tratar a prova inteira como um bloco único, costuma gerar uma nota melhor, como mostra o guia sobre diferença entre habeas corpus e mandado de segurança do Portal Concursos, útil para treinar justamente esse tipo de confusão conceitual.
Quais erros mais custam pontos nessa regra?
- Marcar por impulso em itens longos e cansativos, só para terminar logo aquele trecho da prova, sem reler a afirmação com atenção.
- Confundir dois institutos parecidos dentro da mesma frase, como demissão e exoneração, ou prescrição e decadência, e marcar com falsa confiança.
- Deixar em branco por insegurança em itens que, na verdade, o candidato sabia responder, perdendo pontos que estavam garantidos.
- Não considerar o tempo restante de prova e arriscar vários itens de uma vez só no fim, sem aplicar o mesmo critério de confiança usado no resto da prova.
- Ignorar que o edital pode aplicar a anulação por disciplina isolada, tratando a prova inteira como um bloco único de pontuação.
Como treinar a decisão de marcar sob essa regra?
Primeiro: resolva provas anteriores cronometradas e, depois de cada simulado, separe os itens em três grupos: os que você sabia e acertou, os que você sabia e errou por desatenção, e os que você chutou sem critério. Essa separação mostra onde está o maior prejuízo, um exercício parecido com o indicado no artigo sobre banca examinadora: o que ela decide e como estudar pelo estilo dela no Portal Concursos.
Segundo: para cada erro por desatenção, releia a afirmação e identifique a palavra ou o detalhe que mudava o sentido da frase, porque esse é o padrão que a banca tende a repetir em provas futuras. Você encontra exemplos reais desse tipo de pegadinha no artigo sobre como funciona a prova de certo ou errado da Cebraspe no Portal Concursos.
Terceiro: monte um histórico pessoal da sua taxa de acerto por disciplina, não só da prova como um todo, e use esse histórico para decidir em quais matérias você pode confiar mais na hora de marcar. O artigo como calcular a nota e marcar com estratégia na Cebraspe traz um passo a passo completo desse controle.
Quarto: pratique simulados completos, não só blocos de questões isoladas, porque a pressão do tempo e o cansaço do final da prova mudam o critério de confiança de boa parte dos candidatos, mesmo os que treinam bastante o conteúdo. Veja como organizar esse treino no artigo banco de questões para concurso: como usar bem do Portal Concursos.
Quinto: revise seus simulados antigos depois de duas ou três semanas, não logo depois de fazê-los, porque esse intervalo ajuda a identificar se o erro foi falta de conteúdo ou apenas um lapso de atenção pontual naquele dia específico. Esse tipo de revisão espaçada aparece detalhado no artigo sobre provas antigas de concurso: quando a questão já não serve no Portal Concursos.
Resumo rápido da regra de anulação.
| Situação. | O que acontece com a nota. |
|---|---|
| Item certo. | Soma um ponto. |
| Item errado. | Subtrai um ponto, cancelando um acerto já conquistado. |
| Item em branco. | Não soma nem subtrai nada. |
| Confiança acima de 50%. | Estatisticamente, vale a pena marcar. |
| Confiança abaixo de 50%. | Estatisticamente, vale mais deixar em branco. |
Perguntas frequentes:
O que significa a regra de que uma errada anula uma certa?
Significa que, dentro do mesmo bloco de questões, cada item errado subtrai um ponto, cancelando exatamente o valor de um item certo que você já tinha acertado em outro lugar da prova.
Deixar a questão em branco é melhor do que chutar?
Depende da sua confiança na resposta. Com confiança real acima de 50%, marcar tende a valer mais a pena. Com dúvida alta, deixar em branco costuma preservar melhor a nota.
Essa regra vale para qualquer banca que use certo ou errado?
Não necessariamente. A regra exata de pontuação está sempre descrita no edital do concurso, e pode variar mesmo entre provas organizadas pela mesma banca em anos diferentes.
É possível ter nota negativa com essa regra?
Em geral, não. A maioria dos editais estabelece que a pontuação mínima por bloco ou disciplina é zero, mesmo que o número de erros supere o número de acertos naquele trecho específico.
Como saber se minha prova vai aplicar a anulação por disciplina ou pelo total?
Essa informação está no edital do concurso, geralmente na seção que descreve os critérios de avaliação da prova objetiva, publicada antes da data de aplicação da prova.
Treine a estratégia de marcação com quem conhece cada banca por dentro.
Saber a matéria resolve só parte do problema quando a banca desconta ponto por erro, porque a decisão de marcar ou deixar em branco também precisa de treino específico. Os cursos do Portal Concursos trazem simulados no formato exato das bancas que aplicam a regra de anulação, com banco de questões comentadas e orientação sobre quando vale a pena arriscar cada resposta. Conheça o curso para o seu concurso e chegue à prova sabendo exatamente como marcar.